Em entrevista para a TV Estadão nesta quinta-feira, Zanetti, que ganhou medalha de ouro na Olimpíada de Londres, no ano passado, também falou sobre a responsabilidade de defender um título olímpico. "No Mundial, eu estava tranquilo nos treinamentos. Mas quando entrei na final, vi que ser campeão olímpico era diferente. Felizmente consegui fazer bem os meus exercícios", contou o ginasta, que recebeu nota 15.800 dos jurados e também foi campeão mundial, no começo de outubro, na Antuérpia (Bélgica).
Como virou o homem a ser batido nas argolas, Zanetti já detectou o aumento da concorrência na prova para as próximas competições. "Todo mundo chegou num patamar muito igual. Tem um chinês (Liu Yang) que vai dar muito trabalho. Além de novo, eles têm uma cultura na ginástica e muito a evoluir. Com certeza em 2016, se ele estiver competindo, deve dar muito trabalho", afirmou o brasileiro, ao comentar sobre o rival de apenas 19 anos.
Diante dos títulos que conseguiu, Zanetti percebeu um aumento da procura pela ginástica no Brasil. "A gente vê que essa medalha em Londres mudou a cara, porque aumentou o número de praticantes no masculino. Com o surgimento de novos atletas, outras pessoas se motivam", avaliou o ginasta, que treina em São Caetano do Sul (SP).
Ele ainda revelou que as condições para treinar e trabalhar com a ginástica estão melhorando no Brasil. "O investimento está acontecendo. Demora um pouco, mas até 2016 temos a expectativa de ter um novo ginásio (em São Caetano do Sul). Já treinamos em bons lugares, mas sempre pode melhorar um pouquinho", disse Zanetti.

