Rodolfo só tem dois jogos em oito meses de Fluminense. Apesar das poucas chances, cativou a torcida e até a diretoria, que negocia sua permanência em 2019 — seu empréstimo termina em dezembro. A boa avaliação, no entanto, deve-se mais pela história de superação da dependência química do que pelas defesas. Ciente disso, o goleiro quer aproveitar a oportunidade como titular neste sábado, às 16h30, diante do Santos, na Vila Belmiro, para mostrar que, em campo, também é merecedor de elogios.
— Essa chance vai ajudar na renovação também. Mas o trabalho que tenho feito nos treinos e o pênalti que peguei contra o Botafogo também ajudarão — afirma o goleiro, breve ao falar sobre como anda a conversa com a diretoria: — Está encaminhada.
Rodolfo pertence ao Oeste (SP). Ao trazê-lo, o Tricolor acertou com os paulistas a opção de compra após o fim do empréstimo. A situação dos goleiros é a mais indefinida no clube, já que o contrato do titular Júlio César também termina no fim do ano. Apesar da concorrência, o reserva mantém a esperança de ficar nas Laranjeiras.
— Torço pela renovação dele, mas não posso influenciar — diz Rodolfo: — Se o Fluminense optar por contratar mais um goleiro, vem para ajudar. E eu vou continuar meu trabalho.
A postura ajuda a entender a admiração da torcida por ele. Mas, neste sábado, o objetivo é mostrar outras virtudes. Para preservar os titulares para o jogo contra o Nacional, em Montevidéu, na quarta-feira, pela Sul-Americana, o Tricolor jogará com os reservas.
— Para mim é uma oportunidade de mostrar meu trabalho. Vou agarrar com unhas e dentes — avisa.

