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Com outra repescagem pela frente, Portugal continua brincando com fogo


afp.com / FRANCISCO LEONG

Lisboa (AFP) - Relegado à repescagem pela terceira vez consecutiva, Portugal, de Cristiano Ronaldo, falhou mais uma vez em confirmar seu status de favorito nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, e continua brincando com o fogo.

'As classificações nas últimas repescagens foram muito fáceis. Em novembro, a história será diferente", escreveu nesta quarta-feira o jornal esportivo Record.

A seleção portuguesa terminou em segundo lugar no Grupo F, a um ponto da Rússia, e será uma das cabeças de chave das repescagens (jogos de ida e volta), que serão disputadas em 15 e 19 de novembro, podendo assim duelar com França, Suécia, Romênia ou Islândia.

Portugal, que eliminou a Bósnia com certa facilidade nas repescagens da Copa do Mundo de 2010 e da Eurocopa de 2012, torce agora para encarar outra adversária mais fraca, como Romênia ou Islândia.

O sorteio será realizado na próxima segunda-feira, mas Cristiano Ronaldo já fez sua escolha. "A única seleção contra a qual eu gostaria de não jogar é a França", declarou na semana passada o capitão português.

O atacante, estrela do Real Madrid, mostrou preocupação com "os interesses que cercam essa partida", levando a entender que acredita que a França seria, de alguma maneira, protegida.

O fato é que a França costuma ser o carrasco de Portugal, que não vence um confronto direto contra 'Les Bleus' desde 1975. Muito torcedores portugueses ainda lembram com desgosto das eliminações nas semifinais da Eurocopa-2000 e no Mundial-2006, com gols do craque Zinédine Zidane.

"Falta de maturidade"

Outra possível adversária, a Suécia de Zlatan Ibrahimovic também poderia ser um desafio complicado para uma equipe portuguesa, que vem mostrando fragilidade desde a boa campanha na Euro-2012, quando foi eliminada pela campeã Espanha nas semifinais.

Nas eliminatórias, Portugal venceu apenas seis das dez partidas disputadas. Derrotada na Rússia por 1-0, acabou dando o troco pelo mesmo placar em casa. Os três empates, com Israel (3-3 fora e 1-1 em casa) e com a Irlanda do Norte (1-1), porém, fizeram a diferença, dando a vantagem e a primeira colocação do Grupo F aos russos.

À procura de uma explicação, Cristiano Ronaldo reconheceu uma "falta de maturidade" nos últimos minutos das partidas, no momento em que era preciso segurar vantagens no placar. Já Paulo Bento lamentou a "falta de intensidade" para vencer equipes mais modestas que jogaram retrancadas na defesa.

"Deveríamos ter feito mais para terminar na primeira colocação", admitiu Bento após a última partida, uma vitória tranquila sobre Luxemburgo (3-0), na terça-feira em Coimbra.

Faltou aos portugueses também mais consistência e um jogo coletivo menos dependente da performance individual de Cristiano Ronaldo.

"Como não temos tempo para obrigar o treinador e os jogadores a escrever cem vezes no quadro 'eu nunca mais perderei pontos em partidas fáceis', é preciso começar desde já a trabalhar nas duas partidas decisivas que temos pela frente", resumiu o jornal esportivo A Bola.

 

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