Com esperança na base, Vasco estreia contra a Portuguesa-RJ

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

02/03/2021 19h36 — em Esportes

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O Vasco iniciará o Campeonato Carioca com a comissão técnica e a equipe sub-20, além de 11 jogadores revelados no clube e que já estavam treinando no profissional. A partida de estreia será nesta quarta-feira (3), às 21h, contra a Portuguesa (RJ), em São Januário (RJ).

O jogo seguinte, diante do Volta Redonda, no sábado (6), também será com a mesma delegação. O time principal deverá estrear somente na terceira ou quarta rodada.

As categorias de base, com quatro títulos na temporada passada, se tornaram a grande esperança do Vasco, rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, ressurgir com força no cenário nacional. A última conquista foi a da Supercopa do Brasil, no mesmo dia em que o clube empatava com o Corinthians e virtualmente selava sua queda para a segunda divisão.

O ano mágico dos "Meninos da Colina", aliás, não foi isolado. Desde 2018, o clube tem conquistado ou disputado títulos, se consolidando num patamar de destaque nas categorias inferiores.

Gerente de futebol da base e apontado por muitos como um dos principais propulsores do sucesso atual, Carlos Brazil ressaltou o que considera como alguns dos segredos desses resultados.

"Trabalho, profissionais comprometidos e competentes, metodologia de trabalho, treino, jogo e qualidade dos jogadores do clube. Acho que o segredo, sempre, é a qualidade nos recursos humanos, o trabalho em equipe, sem muita vaidade. E também o planejamento", destacou ao UOL Esporte o dirigente, que teve três treinadores no sub-20 nas últimas três temporadas e, mesmo assim, manteve o nível de competitividade e resultados.

"Temos trazido sempre treinadores alinhados com a metodologia do clube", explicou.

Empossado há pouco mais de um mês como presidente do Vasco, Jorge Salgado enalteceu o trabalho e ressaltou que a base será um fator importante na reconstrução do clube, rebaixado no profissional pela quarta vez em sua história.

"Nossa base forte obteve o melhor resultado do futebol brasileiro nessa temporada, ganhamos praticamente tudo. Nossos atletas e comissão técnica estão de parabéns. Nesse momento de enormes desafios, a base do Vasco será um dos alicerces para a construção do futuro de nosso clube", disse ao site oficial vascaíno.

Sem poder de investimento e com contratações que não deram certo, o profissional do Vasco acabou utilizando muitos garotos revelados na base e que ainda estão em processo de formação, casos de Talles Magno, Gabriel Pec, Juninho, Vinícius, Cayo Tenório, Miranda, Lucão, entre outros, e os jovens viveram momentos de oscilação, algo encarado com naturalidade por Carlos Brazil.

"A transição para o profissional, em minha opinião, é o maior desafio dos meninos e, diria até, do futebol brasileiro, para que não percamos tantos talentos. Por problemas de orçamento, que todos têm ciência, houve uma necessidade maior de meninos do sub-20 estarem na equipe profissional. Desta forma, alguns meninos subiram muito novos. Se os mais velhos oscilam, muito natural que os mais jovens oscilem até mais. Todos eles fazem a base jogando contra meninos da mesma idade e a subida para o profissional se torna um grande desafio. É outro ambiente, há uma cobrança muito maior de mídia e torcida, são jogos mais físicos com jogadores de diversas idades, alguns até com mais de dez anos de experiência no futebol profissional", avaliou Brazil.

O gerente de futebol vascaíno citou o trabalho de transição feito no River Plate (ARG) como um exemplo:

"Tratamos todos os jogadores no Brasil como exceções. Esquecemos que exceções são raras. O que é a exceção no dicionário? Desvio de uma regra ou de um padrão convencionalmente aceito. Então a regra é termos bons jogadores formados. E bons jogadores formados vão dar o mesmo resultado que as exceções apresentam? Claro que não. De um modo geral, necessitamos criar um processo para a transição, mas não para a exceção. Um processo bem elaborado requer, entre vários itens, uma fase de adaptação, o que normalmente não acontece em nosso futebol. Tenho apontado o River Plate como um exemplo a ser seguido. Não digo que é o processo mais correto e nem que serviria totalmente para qualquer clube no Brasil, mas lá tem processo e vem dando certo. Prova disso são os resultados dos últimos anos não somente no campo, como também nas vendas".

Carlos Brazil revelou que tem mantido conversas e um alinhamento com o diretor-executivo de futebol do profissional, Alexandre Pássaro.

"Pássaro tem enfatizado a questão da necessidade da verticalização na gestão do futebol. Importante frisar sempre que há procedimentos que são necessários antes, durante e depois em uma fase de transição, e a formação precisa continuar acontecendo mesmo quando o jovem já está na equipe profissional", ressaltou.

VASCO

Lucão; Cayo Tenório, Ulisses, Miranda, MT; Caio Lopes, Juninho, João Pedro, Lucas Santos, Gabriel Pec; Tiago Reis. T.: Diogo Siston

PORTUGUESA-RJ

Victor Hugo; Watson, Guerra, Dilsinho, Danilo; Muniz, Mauro Silva, Romarinho, Chay, André Silva; Emerson Carioca. T.: Felipe Surian

Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Horário: 21h desta quarta-feira

Juiz: Alex Gomes Stefano

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