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Com direito a pênalti defendido, El-Hadary se torna jogador mais velho a atuar na Copa

Como já está eliminado, o Egito entrou em campo contra a Arábia Saudita numa partida que parecia não valer muita coisa. Mas, na verdade, o jogo representou um marco histórico. Aos 45 anos, o goleiro Essam El-Hadary se tornou o jogador mais velho a atuar numa Copa do Mundo. Ele superou o recorde que pertencia a Mondrángon, goleiro colombiano, que autou com 43 anos na última edição do torneio.

Reserva nos dois primeiros jogos do Egito, El-Hadary foi escalado com a braçadeira de capitão contra a Arábia. Mas para quem achava que a sua titularidade foi apenas uma homenagem está enganado. O goleiro teve grande atuação, com direito a pênalti defendido ainda no primeiro tempo. Essa é a primeira Copa do Mundo de El-Hadary. Vale lembrar que o Egito não conseguia se classificar desde 1990.

O faraó do gol egípcio também pode se tornar, em 2018, o jogador com mais tempo em uma seleção no mundo. Terminará a fase de grupos da Copa com 22 anos e 95 dias de serviços prestados, apenas 48 dias a menos que o detentor do recorde, o zagueiro Iván Hurtado, que defendeu o Equador entre 1992 e 2014.

E nem só de números em relação à idade avançada vive o goleiro do Egito. Ele também coleciona apelidos curiosos: "O Faraó" é o mais clichê. "A besta da África" é o mais pomposo. O mais difícil é "The High Dam", em tradução livre "Barragem alta", mas também em referência a Damietta, cidade com muitas barragens onde o goleiro nasceu. O mais inexplicável é "El Psicodero", em espanhol, que quer dizer "o psciopata".

El-Hadary, que joga atualmente no futebol saudita, já atuou também no Sion, da Suíça e no Sudão. Fez sucesso mesmo no Al Ahly, de seu país natal, onde ganhou oito ligas, quatro Copas, e foi tetra da Champions League africana. Pelo Egito, apesar de nunca ter ido à Copa da Fifa, foi campeão da Copa da África em 1998, 2006, 2008 e 2010. Nos últimos três títulos, foi agraciado com o prêmio de melhor goleiro do continente. Em 2012, as boas atuações levaram, o atacante Didier Drogba, da Costa do Marfim, na época no Chelsea, a classificar o goleiro egípcio como o melhor que ele já enfrentou. Quem encontrar o Egito na Rússia vai poder testar.

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