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Clubes assinam com empresa para avançar por oferta pela Liga do Brasileiro

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A liga de clubes para organizar o Brasileiro teve um avanço: 18 clubes assinaram uma carta de intenções com a empresa Kodajas Sports Kapital. O documento estabelece que a empresa fará uma oferta para comprar um percentual da futura liga. O aceno da empresa é por um investimento de US$ 1 bilhão (R$ 5,46 bilhões) na liga. O dinheiro seria dividido entre os clubes, e a Kodajas passaria a ter um percentual de todas as receitas da liga.

O acordo foi assinado há um mês pelos seguintes clubes: Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Flamengo, Vasco, Botafogo, Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro, Bahia, Ceará, Fortaleza, Cuiabá, Atlético-GO e Chapecoense. São portanto 15 times da Série A, e três equipes da Série B.

Essas agremiações firmaram uma carta de intenções com a empresa Kodajas, grupo liderado pelo advogado Flávio Zveiter e o executivo Richard Fort. A empresa captou o investimento com o fundo Advent, que tem investido em direitos de campeonatos pelo mundo.

A informação sobre a carta de intenções foi dada primeiro pelo "GE" e confirmada pelo blog.

Pelos termos do documento assinado, os clubes se comprometem por dois meses a não vender os direitos do Brasileiro de 2025 em diante. Durante esse período, a Kodajas fará uma avaliação do valor que tem uma liga do Brasileiro. A partir daí, deve fazer uma proposta de compra de um percentual da liga que será de no máximo 25%.

Em uma análise inicial, a liga foi avaliada em US$ 4 bilhões. Mas esse valor deve mudar quando for concluído o processo mais aprofundado sobre o montante a ser pago pelo campeonato. É certo que o dinheiro disponível para investimento é de US$ 1 bilhão.

A partir da oferta, terá de ser negociado tanto o percentual a ser comprado da liga quando o tempo do compromisso. Incialmente, a Kodajas colocou como meta que os clubes acordassem jogar a liga por 75 anos. Entre os clubes, esse período é visto como muito longo. Os fundos de compra de "private equity", como é o caso do Advent, costumam fazer negócios por até dez anos.

Não há no acordo assinado uma obrigação de aceitar a proposta ou de realizar o negócio. A carta de intenções - chamada de "Letter Of Intent" (LOI) - é ainda um primeiro passo. Depois, pode evoluir para um memorando de entendimento e, futuramente, para um contrato. O prazo da carta acaba em cerca de um mês. Neste período, a Kodajas deve oficializar uma proposta.

É certo que o documento demonstra que esses 18 clubes avançaram na intenção de vender em conjunto seus direitos do Brasileiro. Também há a intenção de assumir totalmente a organização da liga, o que poderia acontecer para 2023. Mas isso depende de uma adesão quase total dos times da Série A.

No momento, a maior resistência é do Athletico-PR, comandado por Mario Celso Petraglia. Ele brigou com outros dirigentes durante a discussão da liga e não quis aderir a esse acordo. O presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, também tem resistido. Mas, entre os outros clubes, não é visto como intransigente.

A Kodajas foi uma das empresas que apresentou proposta para parceria com a liga quando houve as primeiras reuniões do grupo de clubes para formar a Liga. O movimento iniciou-se no meio do ano, e depois esfriou por conta de desentendimentos internos. Nos bastidores, a liga continuou a andar até a chegar a esse primeiro acordo.

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