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Chefe do fair play financeiro na Uefa minimiza riscos para o PSG: ‘Seguem as regras’

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Se a principal preocupação de Neymar para assinar com o Paris Saint-Germain era o cumprimento das regras do fair play financeiro — segundo noticiado pela “BFM TV” nesta semana —, o dirigente responsável pelas normas na Uefa trouxe tranquilidade para os franceses nesta quinta-feira. Andrea Traverso, chefe de licenciamento de clubes e fair play financeiro da Uefa, declarou nesta quinta-feira ao jornal “Gazetta dello Sport” que o PSG vem seguindo o protocolo.

O fair play financeiro exige que o déficit acumulado em três anos não seja maior do que 30 milhões de euros. A regulamentação tem objetivo de impedir que os clubes gastem mais do que arrecadam. Perguntado especificamente sobre PSG e Manchester City-ING, outro clube que faz gastos vultuosos nas janelas de transferências, Traverso afirmou que ambos cumprem o que é exigido pela Uefa.

— Eles estão seguindo as regras: como têm receitas enormes, podem agir (no mercado). Caso descumpram as regras, serão punidos. Todos estão fascinados com os valores investidos por esses clubes, mas suas receitas vêm crescendo e, a princípio, eles fizeram os cálculos corretos para investir — disse Traverso.

No último balanço divulgado, da temporada 2015-2016, o PSG apresentou um saldo positivo de 105 milhões de euros entre receitas e despesas. O lucro só foi atingido com a injeção de 225 milhões do fundo de investimentos Qatar Sports Investment (QSI), atual proprietário do clube, para suprir os gastos com contratações e salários. A arrecadação “pura” do clube, com receitas de marketing, bilheterias e venda de material esportivo, ficava na casa dos 300 milhões, insuficiente para cobrir todas as despesas, muito menos para dar margem a novos negócios.

Há cada vez mais pressão, no futebol europeu, para que esse tipo de injeção financeira de investidores seja controlada, de modo a evitar que o equilíbrio das finanças seja maquiado. O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, chegou a afirmar que seria “impossível” pagar a multa rescisória de Neymar caso as regras do fair play financeiro fossem seguidas à risca.

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