Por tudo isso, Eric Boullier, chefe da Lotus, afirmou nesta terça-feira que a contratação do brasileiro ainda é vista como uma "aposta" para a equipe de Enstone, que a partir de 2014 não contará mais com o finlandês Kimi Raikkonen, escolhido pela Ferrari justamente para ocupar o lugar de Massa.
Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, o dirigente foi questionado sobre as vantagens que a Lotus teria ao contratar o brasileiro ou o alemão Nico Hulkenberg, este da Sauber e outra opção para o lugar de Raikkonen. E, ao falar sobre os dois pilotos, enumerou suas qualidades, sem exibir uma tendência pela possível ida de um ou de outro para a Lotus.
"Ambos são rápidos. Felipe é mais no fim de sua carreira do que no início. Massa quase foi campeão mundial - ele foi campeão por metade de uma volta (no GP Brasil de 2008)! Ele tem muita experiência, o que é muito valioso. Hulkenberg é altamente cotado no paddock. Então a questão é se nós queremos ser conservadores e trabalhar com um piloto experiente - especialmente com um novo motor e trem de força no próximo ano - ou se nós apostaremos em um jovem?", disse Boullier, para em seguida admitir que "em ambos os casos a contratação seria uma aposta".
Entretanto, o chefe da Lotus reconheceu que a contratação de Massa representaria também a chegada de um piloto cujo currículo não deixa dúvidas de que ele, de fato, é capaz de brigar por vitórias, enquanto Hulkenberg, de apenas 26 anos, iniciaria a sua trajetória na Lotus como uma incógnita. "É verdade que você tem um nível de confiança por trás de você quando você está com um vencedor de corridas. Isso está na lista de prós para Felipe", destacou.

