O Summit CBF Academy, realizado em São Paulo nessa quarta-feira (26), reuniu nomes importantes do futebol brasileiro e apresentou o novo modelo de fair play financeiro da CBF, que começará a valer em 2026 para clubes das Séries A e B. O sistema será fiscalizado pela ANRESF, responsável por monitorar e aplicar sanções dentro do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).
Inspirado em modelos europeus, o fair play brasileiro se baseia em quatro pilares: controle de dívidas em atraso, equilíbrio operacional, controle de custos com elenco e capacidade de endividamento de curto prazo. A diferença em relação ao modelo europeu é que não haverá restrição para aportes de sócios ou acionistas.
A CBF destacou que o projeto foi construído em parceria com clubes e federações e busca promover justiça, segurança financeira, pagamento de salários em dia e maior confiança para torcedores.
Entre as regras: clubes terão de manter superávit operacional, limites de déficit (R$ 30 milhões na Série A e R$ 10 milhões na B), custo de elenco abaixo de 70% das receitas (após transição até 2029) e dívida líquida limitada a 45% das receitas a partir de 2030. O modelo será implantado de forma gradual entre 2026 e 2030.

