A Copa do Mundo é o tipo de etapa que menos dá pontos para o ranking olímpico: apenas 100 para o campeão, contra 300 de um Grand Slam como o de Paris, realizado no fim de semana passado. Mas essa pontuação pode ser decisiva para assegurar a classificação dos brasileiros em quatro categorias em especial.
As únicas brasileiras que vão competir em Budapeste são Mariana Silva (até 63kg) e Maria Portela (até 70kg). As categorias delas são as únicas que correm risco de não ter brasileiras em Londres. Mariana é a 19.ª do ranking olímpico e, por conta dos descartes, atualmente ocupa a última das 14 vagas para os Jogos londrinos. Já Portela é a 21.ª e só iria para a Olimpíada hoje em caso de convite, por ser a melhor sul-americana.
"Acredito que ótimo momento de toda a equipe dará tranquilidade para que Mariana Silva e Maria Portela conquistem um bom resultado na Hungria. O trabalho feito pela comissão técnica e todo o apoio que a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) tem dado para os atletas sedimentaram o caminho para a classificação olímpica", afirma Rosicleia Campos, técnica da equipe feminina do Brasil.
Entre os homens, estarão na Áustria Felipe Kitadai, Breno Alves e Luis Marcos, todos da categoria até 60kg, Leonardo Leite e Luciano Corrêa, da até 100kg, e o peso pesado David Moura.
Kidatai é o 11.º colocado do ranking mundial e precisa sedimentar a classificação olímpica (os 22 primeiros vão para Londres). Luciano é o 19.º e Leonardo o 22.º na categoria até 100kg, com uma diferença de apenas 22 pontos entre eles. Eles disputam internamente uma vaga, que também precisa ainda ser assegurada.



