Depois das bem sucedidas campanhas publicitárias do "Esse esporte ainda vai ser grande no Brasil", agora o rúgbi brasileiro decidiu mais uma vez deixar o pudor de lado para tentar crescer. A nova campanha internacional é denominada "Procura-se jogadores brasileiros de rúgbi" e já ganhou espaço na mídia internacional.
O Brasil tem mínima tradição no rúgbi, como bem mostraram as campanhas em conjunto com a Topper. No ranking mundial, é apenas o 34ª colocado, nunca tendo disputado um Campeonato Mundial. No rúgbi sevens, que é a modalidade olímpica, só conseguiu vaga para jogar o Mundial de Moscou, em junho passado, no feminino. No masculino, antepenúltimo nos Jogos Mundiais de Cali, no último fim de semana. Mesmo assim terá times jogando a Olimpíada.
Por conta disso, a CBRu mandou cartas para federações internacionais, clubes estrangeiros e publicações da modalidade para tentar atrair jogadores que não conseguem jogar nas suas seleções nacionais, mas que podem ser úteis para o Brasil. "Se você tem os requisitos (para ter cidadania brasileira) e acredita que tem o porte atlético, a habilidade, a paixão e a vontade de representar o Brasil, então a gente quer ouvir isso de você", diz a carta distribuída pela Confederação. "Seja parte do nosso sonho", completa o texto.
"Nós queremos ter certeza que de todos saibam que estamos procurando atletas", diz Sami Arap, presidente da CBRu. "E eu não tenho dúvida que logo vamos começar a receber e-mails de jogadores e agentes oferecendo atletas que querem vir ao Brasil. Tenho certeza que a possibilidade de disputar a Olimpíada vai nos ajudar a atrair muitos jogadores".
O dirigente quer ganhar pelo menos mais seis homens e seis mulheres para as seleções brasileiras. "Quanto mais, melhor", diz ele, que, porém, admite: "Mas se conseguirmos dois atletas já terá sido uma campanha bem sucedida".

