O presidente afastado do Corinthians, Augusto Melo, tornou-se réu no caso VaideBet após a juíza Márcia Okoda aceitar a denúncia do Ministério Público. Ele responderá pelos crimes de furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outros cinco envolvidos, incluindo ex-dirigentes do clube e empresários, também foram formalmente acusados.
A investigação aponta um prejuízo de R$ 40 milhões ao Corinthians, envolvendo contratos com a VaideBet e a rescisão com a antiga patrocinadora Pixbet. Parte do dinheiro teria sido repassada para empresas fantasmas e contas ligadas ao crime organizado, caracterizando um esquema de lavagem de dinheiro.
A defesa de Augusto Melo tentou barrar a denúncia, mas o pedido foi negado. O único indiciado que ficou de fora do processo foi Yun Ki Lee, ex-diretor jurídico, por falta de evidências claras de envolvimento direto no esquema.
O caso seguirá agora para a fase de instrução do processo penal, com direito à defesa, audiências, coleta de provas e novos depoimentos. Ao final, caberá à Justiça decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.



