Atletas russos foram os mais testados no antidoping para as Olimpíadas

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

23/07/2021 12h36 — em Esportes

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Agência Internacional Antidopagem (ITA, na sigla em inglês), anunciou que os atletas russos foram os mais testados pela entidade no último ciclo olímpico visando as Olimpíadas de Tóquio 2020.

O ITA é uma organização internacional sem fins lucrativos que gerencia programas antidopagem independentes de entidades desportivas ou políticas. Para Tóquio 2020, o ITA, em colaboração com o COI, com a WADA (Agência Mundial Antidoping) e Federações Olímpicas Internacionais, está liderando o programa antidopagem pré-Olimpíada mais extenso já implementado. Uma das iniciativas foi fazer testes fora de competição.

Na esteira do escândalo de doping estatal promovido pelo governo russo, o ITA passou a monitorar ainda mais os atletas russos. Quem se mostrou livre do uso de drogas para aumento de desempenho obteve aval para competir em Tóquio, mas não sob a bandeira russa e será identificado como atleta "ROC" —que significa Comitê Olímpico Russo.

"Obviamente, não vou esconder que os atletas russos estão em alta na avaliação de risco com base nos anos anteriores. Os planos de teste são baseados na avaliação de risco. Levamos em consideração vários fatores. Este é um exercício muito metódico. Isso nos permite determinar os riscos em um determinado esporte e um determinado país", disse o diretor-geral do ITA, Benjamin Cohen.

O ITA planeja coletar um total de 5 mil amostras durante os Jogos Olímpicos, das quais 1,5 mil fora da competição e 3,5 mil dentro da competição. Cerca de 11 mil atletas competirão em Tóquio-2020.

MANIPULAÇÃO NO ATLETISMO

Já no atletismo, a busca é para encontrar possíveis envolvidos em manipulação de resultados. Segundo a Unidade de Integridade do Atletismo (UIT), oito atletas foram eliminados por causa de suspeitas de trapaça e foram impedidos de participar dos Jogos de Tóquio, disseram os investigadores da entidade.

Relatos de atividades suspeitas vieram de 16 países diferentes, comunicou a UIT, mas sem identificar os países ou os atletas envolvidos.

As investigações analisaram o desempenho de 31 atletas e cinco equipes de revezamento e continuarão a avaliar se houve fraude nos oito casos suspeitos.

"Este trabalho tem sido importante para proteger a integridade do processo de qualificação e a distribuição justa de vagas de competição para os atletas", disse o presidente da AIU, David Howman.


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