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Após a guerra do drone, Grêmio recebe o Lanús nesta quarta

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A discussão em relação ao drone que, de acordo com reportagem do canal ESPN Brasil, estaria sendo usado pelo Grêmio para espionar seus adversários, aterrissou no clube gaúcho com estardalhaço. Preocupado com a decisão da Libertadores e com a concentração de seu time, o técnico Renato Gaúcho disse que só falaria sobre o assunto depois da competição, mas acabou mudando de ideia durante a entrevista. O Grêmio enfrenta o Lanús nesta quarta-feira, às 21h45m, no primeiro jogo da final, em Porto Alegre.

— Isso é uma palhaçada — reagiu Renato, muito irritado, em rápida conversa por telefone, ontem. — Pode escrever: Pa-lha-ça-da. Só falo sobre isso depois do campeonato.

A equipe tricolor foi campeã continental em 1983, quando o próprio Renato era grande estrela, e acabou levando o Mundial de Clubes, e em 1995, ocasião em que foi derrotada em Tóquio pelo Ajax, da Holanda, nos pênaltis. Além do título como jogador, Renato era o técnico do Fluminense quando o tricolor carioca chegou à final da Libertadores em 2008, que terminou no título da LDU, do Equador, também nos pênaltis. O treinador não confirma ou desmente a espionagem.

‘O mundo é dos espertos’

Segundo a reportagem de Gabriela Moreira, do ESPN Brasil, o Grêmio usou métodos de espionagem em toda a temporada, inclusive antes de duelos contra as equipes cariocas pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. Depois de cinco meses na tentativa de conseguir um flagrante, a reportagem o teria feito na última sexta-feira, na Argentina, quando um homem preparava um drone para sobrevoar um treino do Lanús.

— Eu nem iria perder meu tempo com isso, mas vamos lá — disse Renato à tarde, em entrevista coletiva. — Na semana passada, eu vi uma notícia de que a Austrália filmou Honduras com um drone. Todo clube tem espião. Seleção tem espião. Acho engraçado fazerem tempestade em copo d’água na véspera da final.

Ele não admitiu o uso do drone, mas disse que artifícios diversos são válidos em uma disputa como a Libertadores.

— Eu pergunto: como se ganha uma guerra? Como se neutraliza o adversário? — disse. — Com suas formas. Com drone, helicóptero, avião, a cavalo, bicicleta. O mundo é dos espertos. Parece que é só o Grêmio que usa esses artifícios. Futebol é igual guerra.

Jogadores relaxados

Renato admitiu que não dormiria na noite de ontem, mas o clima entre os jogadores gremistas era de descontração. O treinador gaúcho, como é de seu costume, participou do rachão com os jogadores. Além da pelada — quando Renato fez questão de pressionar a “arbitragem”, nas mãos do auxiliar de preparação de goleiros Ênio Rodrigues —, os jogadores treinaram pênaltis. Barrios, Arthur, Luan e Edílson tiveram bom aproveitamento.

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