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Retorno da Holanda ao calendário da F-1 é recebido com desconfiança

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LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) - A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira (15) o retorno do GP da Holanda ao calendário depois de 35 anos. Há tempos a categoria buscava voltar a ter uma prova no país, devido ao fenômeno de público gerado por Max Verstappen, cujos fãs lotam vários circuitos na Europa. Porém, problemas de infraestrutura, acesso e o próprio traçado da pista de Zandvoort, a escolhida para a etapa holandesa, suscitam dúvidas a respeito do sucesso do evento.

Zandvoort é uma pista tradicional da F-1, tendo sindo palco de 34 provas. Porém, a última delas foi realizada em 1985, quando a categoria possuía uma estrutura muito menor do que hoje. O traçado, inclusive, era diferente do que será utilizado a partir de 2020.

O fato da pista ser muito estreita é um dos problemas apontados pelos próprios pilotos. "Era um circuito muito legal na última vez que eu pilotei lá", disse Lewis Hamilton, que correu em Zandvoort quando estava na F-3 Euroseries, inclusive tendo vencido a prova em 2005 e deixando Sebastian Vettel em segundo. "Mas era muito difícil de ultrapassar. Não sei se vão fazer algo para mudar isso."

Alterações no traçado em si não estão previstas, embora fala-se em alargamento em algumas tomadas de curva, e o próprio Vettel até comparou a pista holandesa a Mônaco, circuito de rua famoso por ser bastante estreito e dificultar ultrapassagens. Tanto ele, quanto Hamilton, lembraram que a pista já era estreita em seus tempos de F-3, e os atuais carros de F-1 são 15cm mais largos.

Outra preocupação dos pilotos é com as áreas de escape. George Russell disse esperar que os organizadores "não se livrem das áreas de escape de brita que eles têm nas duas curvas de alta velocidade, porque é isso que torna o circuito desafiador". Vettel, contudo, lembrou o inglês que, devido aos padrões de segurança da F-1, "você sabe bem que a brita não estará lá."

De fato, mudanças serão necessárias para fazer com que a pista de Zandvoort, que atualmente é classificada como Nível B e não atende aos requisitos da F-1, que existe que as pistas sejam de Nível A para estarem no campeonato.

Outra preocupação é em relação à infraestrutura. Mesmo em eventos da DTM, categoria alemã de turismo, muito menor em termos de evento que a Fórmula 1, foram relatadas horas de trânsito ao redor da pista, problema semelhante ao encontrado em outra pista tradicional, Paul Ricard, desde seu retorno à F-1 ano passado.

Porém, ao contrário da pista francesa, as instalações do circuito em si também estão desatualizadas, sendo muitas delas provisórias.

Não por acaso, assim que foi feito o anúncio do retorno, o diretor esportivo do GP da Holanda, Jan Lammers, reconheceu a necessidade de melhorar a infraestrutura do local e existe a promessa de construir um paddock totalmente novo. "Para atender aos anseios da F1 e aos padrões da FIA, a infraestrutura será modernizada em algumas áreas, com a previsão de término bem antes da corrida em 2020. Além disso, a prefeitura de Zandvoort investiu pesadamente na melhoria do acesso à cidade e ao circuito."

A falta de uma rede hoteleira suficiente é outro desafio de Zandvoort - e é algo que também afeta outras corridas na Europa, como em Spa-Francorchamps, na Bélgica, e no Red Bull Ring, na Áustria. O anúncio oficial da data da prova ainda não foi feito, mas especula-se que ela entre na lacuna que provavelmente o GP da Espanha deixará no calendário, daqui pouco menos de um ano. Tanto, que os hoteis ao redor do circuito já estão lotados para as datas previstas.

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