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Marta chora e sugere fim de ciclo na seleção feminina

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Instantes após o apito final que selou a eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo feminina, Marta fez forte desabafo na saída de campo do estádio Océane, em Le Havre. A craque do Brasil se emocionou e subiu o tom ao cobrar continuidade na evolução da modalidade no país.

Questionada pela reportagem da TV Globo se a Copa do Mundo de 2019 foi a mais especial para o futebol feminino do Brasil, em termos de visibilidade não só da seleção como também da modalidade, Marta acenou positivamente, sugeriu o fim do ciclo protagonizado por ela, Cristiane e Formiga e levantou a bola para a nova geração de jogadoras do país.

"Sem dúvida é um momento especial e a gente tem de aproveitar. Digo isso no sentido de valorizar mais. Valorizem! A gente pede tanto apoio, mas a gente também precisa valorizar, sabe? Emociona...", declarou a camisa 10, já com olhos marejados.

"O momento é muito emocionante. É esse o primordial, a gente tem de chorar no começo pra sorrir no fim. Isso é: querer mais, se cuidar mais, estar pronta pra jogar 90 minutos e mais 30 e quantos minutos for", acrescentou, se referindo ao fato de ter disputado os 120 minutos diante da França mesmo quando vinha sendo questionada se teria condições físicas de aguentar 90.

"É isso que peço para as meninas: não vai ter uma Marta pra sempre, não vai ter uma Formiga pra sempre, não vai ter uma Cristiane pra sempre. O futebol feminino depende de vocês! Valorizem mais! Chorem no começo pra sorrir no fim", concluiu, aos berros.

Nas mais de duas horas que antecederam o desabafo de Marta, Brasil e França travaram intensa disputa pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. A seleção brasileira flertou com a virada, mas foi derrotada por 2 a 1. A última substituição de Vadão foi queimada com a saída de Cristiane, que sentiu dores na coxa esquerda no início da prorrogação.

"A gente deu nosso melhor, vocês viram aí. Algumas foram até o fim, outras tiveram de ser substituídas porque deram seu máximo. Foi um grande jogo, já esperávamos tudo isso, a torcida contra e tantas coisas mais. Porém fizemos um grande trabalho, não conseguimos a vitória, a equipe delas foi melhor no quesito de definição, das chances que tiveram. Mas é seguir em frente. Muito orgulho dessa equipe", analisou Marta, antes de falar especificamente sobre sua situação física.

"[Jogar 120 minutos] Para mostrar que as pessoas que estavam falando coisas que, com nenhum conhecimento, estavam erradas. Não vim machucada, machuquei em Portugal (na preparação para a Copa). Hoje não senti nada na coxa."

Por fim, já levantando a cabeça de olho nos próximos desafios da seleção brasileira, Marta citou os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020. A camisa 10 falou sobre a importância de se iniciar o mais rápido possível o planejamento para tal torneio, do qual foi quarto colocado em 2016 e vice-campeão em 2008 e 2004.

"O primordial neste momento... As que estão aqui, as que passaram e as que pretendem (seguir) é que é importante um trabalho cedo para uma preparação de um grande campeonato como Copa do Mundo e Olimpíada. Não adianta fazer isso em meses. Agora já pensa na Olimpíada, que as atletas tenham esse pensamento para não sentir um jogo desse e seguir em alto nível", comentou.

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