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Volta do Brasileirão

Fluminense quita parte de atrasos e alivia crise às vésperas de retorno

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A paralisação do calendário serviu não só para que o técnico Fernando Diniz tivesse um período maior de treinamento com o elenco do Fluminense. O clube também aproveitou para construir um respiro financeiro, o que deu uma tranquilidade maior também ao departamento de futebol.

Na quinta (11), a diretoria quitou mais um mês de salários atrasados —o segundo desde o dia 11 de junho, período em que Mario Bittencourt está à frente do clube.

Para que esse panorama mudasse, alguns fatores foram importantes: além do bônus de cerca de 1 milhões de euros (R$ 4,2 milhões) referentes à negociação do atacante João Pedro —negociado junto ao Watford, da Inglaterra—, há também um olhar especial para os processos de penhoras.

A diretoria tem feito uma análise diária sobre os documentos dos quais o clube é alvo e quais que, naquele momento, são os responsáveis pelo bloqueio das contas. Assim, propõe-se uma conversa diretamente com os envolvidos para uma negociação e, consequentemente, retomada do fluxo de caixa.

Um exemplo foi o acordo recentemente firmado com o lateral-direito Wellington Silva. Desta forma, o clube tem conseguido obter verbas para honrar alguns compromissos assumidos com funcionários e jogadores —ainda em débito um mês de CLT, 13º do ano passado e direitos de imagem de janeiro, fevereiro, março e junho para a parte do grupo que tem esse tipo de contrato.

Além destas questões imediatas, acontecem, de forma paralela, conversas com empresas para acerto de patrocínios —são três tratativas, sendo uma delas para o patrocínio master, o espaço mais nobre da camisa. As negociações, até o momento, são consideradas positivas e a expectativa é de que se possam ter novidades muito em breve.

Tais movimentações, na avaliação interna, diminuem a pressão justamente neste período às vésperas do retorno do calendário —na segunda-feira (15), o Flu encara o Ceará, pelo Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo, se obtém um alívio em relação a possíveis saídas em litígio. Recentemente, a diretoria teve de correr para pagar as dívidas salariais que tinha com Pedro, alvo do rival Flamengo, para que se evitasse um adeus por vias judiciais.

"Colocar os salários em dia. Os direitos de imagem e todos os salários dos funcionários do clube. Acredito que a diretoria ainda pague alguma coisa, mas, certamente, pelo menos as imagens estarão em atraso. Então, a primeira coisa que vou fazer é buscar recursos para colocar tudo em dia", disse Mario Bittencourt, em entrevista ao UOL Esporte, durante a campanha.

O uso politico do caso Alejandro

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