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Diego Alves se consolida como um ‘quase’ jogador de linha do Flamengo

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Há um ano no Flamengo, Diego Alves já se consolidou como um dos principais jogadores do elenco. Uma importância que não foi conquistada apenas com as luvas. Famoso pela habilidade em defender pênaltis, ele também se mostra à vontade com a bola nos pés. Não será inusitado se neste domingo, às 16h, contra o América-MG, em Belo Horizonte, a jogada de um gol rubro-negro começar no camisa 1.

Diego Alves acompanha a transformação radical pela qual passam os goleiros no futebol atual. No Campeonato Brasileiro, é o segundo em sua posição que mais troca passes com os companheiros de equipe. A média é de 12,2 por partida — bem acima da de defesas (2,8). Neste número, estão apenas os tiros curtos e médios. Os longos, que na maioria das vezes são simplesmente chutões para a frente, não entram nesta conta.

— Se o goleiro fica limitado a dar chutão, a bola pode ir para fora ou parar nos pés do adversário. O jogador que não tiver esse recurso passa a prejudicar a equipe. Ele tem que ter domínio, passe e posicionamento — alerta Rogério Maia, preparador de goleiros do Flamengo. — Se o goleiro possui essas características, os defensores passam a ter um companheiro a mais para passar, principalmente quando são pressionados.

Após nove anos na Espanha, Diego Alves chegou ao Flamengo já dotado destes recursos. E como o estilo de jogo implementado por Maurício Barbieri tem no goleiro uma peça-chave, os treinos de saída de bola, aproximação e posicionamento são frequentes no campo do Ninho do Urubu.

Na Europa, o novo modo de se utilizar goleiros encontra-se num estágio mais avançado. Um de seus maiores difusores é Pep Guardiola. Não por acaso, o brasileiro Ederson, do Manchester City, foi o arqueiro que mais trocou passes na última temporada do Campeonato Inglês: média de 17,9 por jogo. Gerónimo Rulli, da Real Sociedad, é o líder no Espanhol: 20,4. A marca é só um pouco maior do que a de Santos, do Atlético-PR (20,1), o único à frente de Diego Alves na Série A.

Dois técnicos influenciaram o goleiro rubro-negro a jogar com os pés. O primeiro foi Unai Emery, que o treinou no Almería e no Valencia e hoje comanda o Arsenal-ING. Mas o salto que lhe faltava veio com Juan Manuel Lillo, que também trabalhou com ele no Almería e é conhecido como o mentor de Pep Guardiola.

— Foi ele quem me tirou da zona de conforto, me fez não ter medo de jogar com os pés. Ali comecei a crescer. Daí quando saí (do Almería) para o Valencia encontrei o Unai de novo e tive mais facilidade — conta o goleiro, que também credita seu aprendizado aos adversários. — Acompanhei o começo da Era Guardiola no Barcelona. Vi uma transformação muito grande no Victor Valdés. Ele jogava de mediano para baixo com os pés. E virou um dos melhores do mundo. Depois apareceram outros. O Ter Stegen (atual do Barça) é um dos melhores com os pés. Mais que o (Manuel) Neuer. Aprendi bastante vendo.

Diego Alves não esqueceu das mãos. É graças a elas que ganhou a confiança do treinador e da torcida. Em 2018, sofreu apenas 23 gols em 35 jogos disputados. Nos 17 do Brasileiro, saiu intacto de 11. E espera que o deste domingo seja mais um para esta conta.

— A prioridade é agarrar. Um goleiro que é bom com os pés mas não defende não pode ser elogiado. Tendo isso bem claro e a partir daí, a qualidade de sair com os pés e ajudar o time em outras funções também é importante — pondera o camisa 1.

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