O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltou a defender nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição para o cargo e afirmou que, se vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, a mudança poderá valer já para o seu próprio governo. A declaração foi dada em Brasília, logo depois de o Podemos anunciar apoio à sua candidatura na reta final da disputa.
A proposta já constava no plano de governo apresentado no primeiro turno e está ligada a uma Proposta de Emenda à Constituição de autoria do próprio senador, que impede o presidente de disputar um segundo mandato consecutivo. Como as regras de reeleição estão previstas na Constituição, a alteração depende de aprovação do Congresso Nacional, com maioria qualificada na Câmara e no Senado.
Flávio também reiterou que a restrição deve alcançar seus familiares. Segundo o candidato, caso seja eleito, nenhum parente seu disputará a Presidência em 2030, o que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, ele vem repetindo que precisa de apenas um mandato e que assumiu o compromisso de não concorrer à reeleição.
O fim da reeleição faz parte de um conjunto de mudanças constitucionais defendidas pelo senador, ao lado da redução da maioridade penal, de ajustes na reforma tributária e de uma reforma do Judiciário, com alterações no Supremo Tribunal Federal. O tema não é novo na família: em 2018, Jair Bolsonaro prometeu acabar com a reeleição, mas abandonou a ideia após assumir o cargo e tentou um novo mandato em 2022.
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