A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defende a suspensão temporária da implementação da reforma tributária para promover uma revisão do modelo aprovado pelo Congresso. A proposta foi apresentada por Daniella Marques, responsável pela área econômica da candidatura, durante participação no evento Conexão ANPTrilhos.
Segundo Daniella, existe forte incerteza sobre como a reforma será colocada em prática, o que geraria insegurança para empresas que ainda não sabem qual regime adotar nem qual será a alíquota final cobrada. A estimativa atual para a alíquota padrão do novo imposto sobre valor agregado está próxima de 28%, patamar considerado excessivo pela equipe da campanha.
A coordenadora afirmou que a candidatura não é contrária à simplificação tributária proposta pela reforma, mas questiona a forma de implementação e o nível de tributação que pode recair sobre a economia. Pelo plano defendido pela campanha, os seis primeiros meses de um eventual governo Flávio Bolsonaro seriam dedicados a rever o modelo, simplificar a estrutura e buscar redução da alíquota. O próprio candidato já havia declarado publicamente ter votado contra a reforma por considerar que ela poderia elevar demais a carga tributária.
A reforma tributária sobre o consumo prevê a substituição gradual dos tributos atuais pela CBS e pelo IBS, com transição que se estende até 2033. A campanha de Flávio Bolsonaro ainda não detalhou quais mecanismos seriam utilizados, na prática, para viabilizar a revisão do modelo e a redução da alíquota proposta.



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