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Portugueses preparam cordão humano contra mudanças na ortografia

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RIO — Manifestantes reunidos em Lisboa farão esta quinta-feira um protesto contra o Acordo Ortográfico de 1990, cujo objetivo é unificar o idioma português em todas as regiões em que ele é adotado. De acordo com o jornal português “Público”, o grupo “Em aCção contra o Acordo Ortográfico” fará um cordão humano de 300 metros entre a Academia de Ciências de Lisboa (ACL) e o Tribunal Constitucional.

O objetivo do grupo é denunciar para o poder público “os extensos atropelos à Língua contidos no Acordo Ortográfico de 1990 (AO90)”, segundo comunicado enviado à agência Lusa. Os promotores da iniciativa querem “instar a Assembleia da República a ponderar uma via de regresso, perante o caos ortográfico instalado e as perturbações fonológicas observáveis no Português, ambos em função da tentativa de aplicação do AO90”.

O acordo foi assinado em 1990 por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. No Brasil, o acordo entrou em vigor em 2009 e tornou-se obrigatório no dia 1º de janeiro de 2016. Aproximadamente 0,8% das palavras sofreram modificações, como a supressão do tema (“freqüência” tornou-se “frequência”, por exemplo), a eliminação de acentos em terminações (“idéia”, agora, é “ideia”), além de novas regras de hifenização (“mão-de-obra”, por exemplo, perdeu os hífens). Em outros países, as maiores modificações foram relacionadas às consoantes mudas. Por exemplo, “acção” agora se escreve “ação”.

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