BRASÍLIA - Assim como já tinha ocorrido nos anos anteriores, o número de matrículas no ensino superior brasileiro aumentou em 2016. Mas o ritmo desse crescimento desacelerou. Segundo o Censo da Educação Superior 2016, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a quantidade de matrículas subiu 62,8% entre 2006 e 2016, uma média anual de 5%. Mas, na comparação entre 2015 e 2016, o crescimento foi de apenas 0,2%.
Os números, divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação, mostram que, em 2016, havia 8,05 milhões de matrículas na educação superior brasileira. Quando analisados mais detalhadamente, mostram que alguns setores registraram até mesmo queda. Nos cursos presenciais, houve diminuição de 1,2% entre 2015 e 2016, ao contrário dos cursos à distância, em que houve aumento de 7,2%.
No caso da rede privada, que detêm três quartos das matrículas, também uma ligeira diminuição: 0,3%. A rede pública, porém, cresceu e compensou a perdas da rede particular. Nos cursos tecnológicos, que em geral tem duração mais curta, também houve queda.

