A crise econômica, com desemprego alto, é o principal fator. Mas isso já era esperado. O novo Fies também tem afastado novos alunos.
Na média, os juros cobrados são de 1,2% a 2% ao ano. São juros de mercado. No modelo anterior, o juro era de 3% ao ano.
Dar descontos não é a saída. Qualidade tem preço. Com uma política de descontos, as instituições não podem investir e se estruturar. A consequência é que formamos pessoas sem qualificação para atender o mercado de trabalho. Perdemos competitividade.
Elas precisam criar modelos de financiamento de longo prazo. As instituições ficaram mal acostumadas com o dinheiro que vinha fácil do Fies. Precisam parar de chorar e cair na realidade.
Hoje, a educação precisa ser continuada para a vida toda. São cursos menores e outros complementares. Então, as faculdades precisam aprender a fazer planejamento de longo prazo. Também há no mercado financeiro instrumentos como a antecipação de recebíveis, ou seja, a faculdade pode negociar os créditos que tem a receber com fundos de investimento. Os cursos continuados e os recebíveis seriam uma verdadeira revolução no ensino superior.
Sim. Eles são fundamentais para complementar os cursos de graduação.
Não acredito que isso corra em 2019. Por enquanto, o desemprego está elevado.
Sim, mas em menor grau. Nessas instituições, a evasão não se dá só pelo fator econômico, mas por um desencanto com os cursos. Quem vai para as públicas são os alunos mais bem preparados. Ao chegar, eles encontram um modelo de ensino que se repete há cem anos. Muitos se desencantam e desistem.

