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Vice-presidentes afastados da Caixa serão julgados pela Comissão de Ética da Presidência

BRASÍLIA — A Comissão de Ética da Presidência (CEP) vai se reunir, no próximo dia 29, para julgar dois processos que investigam Antônio Carlos Ferreira e Deusdina dos Reis Pereira - ambos fazem parte do grupo de vice-presidentes da Caixa Econômica Federal afastados pelo presidente Michel Temer na última segunda-feira. Deusdina é investigada na comissão por tráfico de influência no exercício do cargo, enquanto Antônio foi gravado durante tratativas junto a executivos e proprietários da Grupo J&F.

O presidente do colegiado, Mauro Menezes, explicou que os dois processos já estão "maduros" para o julgamento.

— Já houve apresentação da defesa, houve instrução do processo, coleta de provas. Esses dois casos terão julgamento final do processo ético — detalhou, acrescentando: — No caso do Antônio Carlos Ferreira, que foi gravado negociando vantagens indevidas com executivos e proprietários da JBS, nós (membros da CEP) requeremos a íntegra das gravações ao ministro Edson Fachin, que forneceu os dados. O acusado já teve oportunidade de se manifestar e o relator do caso levará sua decisão ao colegiado dia 29

Roberto Derziê de Sant'Anna e José Henrique Marques da Cruz, também afastados das vice-presidências que ocupavam na Caixa após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), ainda não respondem a processos disciplinares na comissão.

Entretanto, a expectativa é de que, também na reunião da próxima sexta-feira, a necessidade de abertura desses processos seja avaliada pelos membros do colegiado. O presidente da CEP adiantou, inclusive, que "diante da natureza dos fatos que vieram à tona", é "possível" que exista a abertura dos procedimentos éticos.

— Os demais, no que diz respeito ao desvio de finalidades, fator que foi objeto da recomendação do MPF pelo afastamento e que tem mobilizado os órgãos de controle, ainda não têm processo aberto. Mas, diante da natureza dos fatos que já vieram à tona, inclusive com investigação interna, nós avaliaremos. E é possível que exista a abertura de processos éticos contra esses vice-presidentes.

Mesmo sem revelar o posicionamento a ser defendido pelos relatores, Mauro Menezes admitiu que o empenho dos membros do colegiado em apreciar os julgamentos já no dia 29 "fala por si".

— Os relatores não antecipam seus votos para os demais conselheiros a não ser na própria sessão. Mas há um empenho dos relatores em levar os julgamentos dos processos já no dia 29 que, a meu ver, fala por si.

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