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Vendas no varejo do Brasil terminam 2025 com ganhos, mas mostram perda de força

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Vendas no varejo do Brasil terminam 2025 com ganhos, mas mostram perda de força
Vendas no varejo do Brasil terminam 2025 com ganhos, mas mostram perda de força
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Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO 13 Fev (Reuters) - As vendas varejistas no Brasil encerraram 2025 com alta acumulada de 1,6%, mas mostraram forte perda de força em relação ao ano anterior e registraram em dezembro a maior queda do ano.

Em dezembro, as vendas tiveram retração de 0,4% na comparação com o mês anterior, interrompendo dois meses de ganhos, em um resultado que também foi pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2%.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas apresentaram alta de 2,3%, contra expectativa de avanço de 2,5%..

O resultado do acumulado de 2025 ficou bem abaixo do aumento excepcional de 4,1% visto em 2024, voltando aos níveis dos anos anteriores.

A política monetária restritiva pesou sobre a economia no ano passado, embora o mercado de trabalho forte e a renda em alta tenham ajudado o desempenho das vendas varejistas. Ainda assim, os resultados do setor foram fracos durante a maior parte de 2025, com seis quedas mensais.

Segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, móveis e eletrodomésticos, sentem mais os efeitos taxa Selic elevada. No mês passado, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março.

"O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica (4,5%), por móveis e eletrodomésticos (4,5%), e equipamentos para escritório, informática e comunicação (4,1%), essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Em dezembro, entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, seis tiveram resultados negativos na comparação com novembro, com destaque para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,1%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%).

As altas vieram de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,0%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui os setores de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve recuo de 1,2% nas vendas em dezembro sobre o mês anterior.

No acumulado de 2025, o varejo ampliado fechou com ganho de 0,1%, depois de expansão de 3,7% em 2024.

"Isso se deve às perdas de setores importantes, como de revenda de veículos, motos, partes e peças e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve queda na distribuição de cereais e leguminosas, produtos ofertados normalmente nos Ceasas”, afirmou Santos.

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