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Venda massiva de ações de tecnologia nos EUA gera turbulência nos mercados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa americana de tecnologia Nasdaq teve a pior sequência de pregões desde março, quando a pandemia de Covid-19 derrubou os mercados globais. Nesta sexta-feira (4), ela fechou em queda de 1,27%, após cair 5% durante o pregão. Na quinta (3), caiu 5%. Segundo analistas, a forte queda é fruto de uma venda generalizada em ações do setor de tecnologia, com destaque para as big techs. Amazon caiu 6,7% nos últimos dois pregões. Facebook, 6,5%, Google, 7,9% e Apple, 7,95%, perto de perder o posto de mais valiosa do mundo para a Saudi Aramco. S&P 500 teve queda de 0,8% e Dow Jones, de 0,6%. Investidores avaliam que o setor estava supervalorizado e viram espaço para realização de lucros, mas não deixam de considerar uma eventual bolha. "Este movimento acende o sinal de alerta, mas teria um pouco de cautela para dizer que é algo duradouro ou uma inversão de tendência. Viemos de uma sequência de altas muito forte, principalmente nos EUA, tinha espaço pra essa grande realização. Não é motivo pra pânico, mas temos que manter a atenção e entender os próximos passos", diz Herique Esteter, analista da Guide Investimentos. Além disso, reportagens de jornais americanos nesta sexta apontam que opções negociadas pelo banco japonês Softbank destas ações teriam inflado o preço desses papéis. "Desde ontem discutimos se o movimento nos EUA é o rompimento de uma bolha ou realização de ganhos após semanas de altas e máximas históricas. Tudo indica que é apenas realização, não teve nenhum dado novo que mudasse a percepção do cenário, mas, depois de recordes, grandes investidores vendem ações e mudam na carteira", diz Rodrigo Marcatti, presidente da Veehda Investimentos. No Brasil, o Ibovespa chegou a cair 1,75% e perder os 100 mil pontos contaminado pelo viés negativo nos EUA, mas fechou em alta de 0,52%, a 101.241 pontos. Na semana, acumulou queda de 0,9%. O dólar subiu 0,320%, a R$ 5,3080. O turismo está a R$ 5,60. Na semana, a moeda caiu 2% com a entrega da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma administrativa pelo governo de Jair Bolsonaroao Congresso. Ao mesmo tempo, o programa Renda Brasil foi adiado. Segundo a equipe econômica do governo, ele será estudado por mais tempo. Após meses de incertezas políticas e fiscais, investidores veem as medidas como uma retomada na agenda de reformas e maior controle fiscal. "O simples fato de a reforma ser apresentada este ano representa uma surpresa agradável, já que Bolsonaro tinha admitido em junho que a apresentação só aconteceria em 2021 [...] Mas ainda há muitas batalhas a serem travadas. Enquanto isso, o risco fiscal segue escancarado, e o mercado funcionando em torno dele", diz relatório da Guide.

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