BRASÍLIA — A falta de chuvas em todo o país fez o Brasil atingir um recorde negativo histórico de vazão nos reservatórios das hidrelétricas. Para os meses de setembro, este ano foi o que menos entrou água nas barragens das usinas desde 1931, início da série histórica do setor elétrico.
A situação mais preocupante no Nordeste. Na região, os reservatórios operam com apenas 9,46% da capacidade, segundo dados desta sexta-feira do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O caso mais grave é o da barragem de Sobradinho, que está com 5,23% da capacidade. No Sudeste e no Centro Oeste juntos, o nível de armazenamento está em 24,75%. Na região Sul, 36,58%. E no Norte, 33,81%.
O nível dos reservatórios está bem próximo do registrado em 2001, quando o país passou por racionamento de energia. Como agora o país tem mais usinas térmicas, eólicas e outras fontes, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante que não faltará energia.
— Não há nenhum risco de desabastecimento. o abastecimento está assegurado — garantiu o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.
Sem chuvas, o governo precisou acionar usinas térmicas para garantir o abastecimento. Além de mais poluente, essas usinas também são mais caras. Por isso, será acionada a bandeira tarifária vermelha no patamar dois em outubro. É a primeira vez desde que esse sistema foi criado que a bandeira vermelha no segundo patamar é acionada.
O governo também decidiu aumentar a importação de energia da Argentina e do Uruguai e vai fazer uma campanha para tentar diminuir o consumo.
— A Aneel vai disponibilizar um conjunto de ações para divulgar como o consumidor pode contribuir para o consumo consciente da energia elétrica. O usuário pode e deve contribuir para ter um consumo consciente. A energia mais barata é aquela que deve ser consumida. é preciso economizar — disse Rufino.



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