RIO E SÃO PAULO - O dólar comercial segue a tendência global da moeda e opera em alta frente ao real nesta quarta-feira. A divisa americana subia, às 16h05, 0,31%, a R$ 3,223. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações da mineradora Vale sobem 5% e deixam o Ibovsepa em terreno positivo, com alta de 0,23%, aos 64.504 pontos. Os juros futuros operam em alta, reagindo a comentários do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.
No final da tarde, está previsto o discurso de Janet Yellen, presidente do Federal Reserve (Fed), que pode indicar como será a condução da política monetária no curto prazo. Além disso, as expectativas em relação à posse de Donald Trump, amanhã, também fazem o dólar ganhar força. O “dollar index”, que mede o comportamento da dívida em relação a uma cesta de dez moedas, caiu 0,80%. Hoje, porém, a moeda americana se recupera, o “dollar index” ganha 0,42%.
— Além da expectativa pela posse de Trump, as declarações dele em Davos mexem com o mercado. Também há expectativa pelo discurso de Yellen hoje, no fim da tarde, em San Francisco — diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, explicando que os investidores também se mantém cautelosos com o início da temporada de balanços nos EUA.
Para Arnaldo Curvelo, diretor da Ativa Wealth Management, se não houver surpresas, o dólar deve se manter na banda entre R$ 3,15 e R$ 3,20.
— O dólar vem perdendo volatilidade e deve ser negociado num intervalo mais estreito — disse. — Houve uma queda acentuada das taxas após a última reunião do BC, na semana passada, e outra depois da divulgação da ata. Os movimentos podem ter sido exagerados, e o mercado começa a rever a relação risco-retorno.
No mercado de juros futuros, os contratos sofrem ajuste, após Ilan Goldfajn fazer comentários sobre a política monetária, destacando que o ciclo de corte de juros está relacionado a mudanças estruturais na economia. Os contratos para janeiro de 2019 são negociados a 10,52%, após fechar ontem em a 10,5%. Para 2021, têm taxa de 10,78%, após fechar a 10,75%.
Na Bolsa, destaque para a Vale, que sobe forte com as notícias sobre a renovação de seu acordo de acionistas, as ações preferenciais da Vale tem forte alta, de 4,63% e as ordinárias disparam 5,43%, se recuperando das perdas de ontem. Bradespar, acionista da mineradora, dispara 6,28%. Usiminas avança 4,84%. O minério de ferro subiu 0,61% no porto de Qingdao, na China.
— A Bradespar sobe por conta da alta de Vale com noticiário de unificação de ações ordinárias e preferenciais, comparativamente ao que ocorre com outras ações do segmento no exterior — explica Alvaro Bandeira, economista-chefe Home Broker Modalmais.
Com o minério em alta e notícias sobre a renovação de seu acordo de acionistas, as ações da Vale tem forte alta, de 4,8%, se recuperando das perdas de ontem — a queda foi de quase 4%. Bradespar, acionista da mineradora, dispara 6%. Usiminas avança 2,5%.
Os papéis de Petrobras têm leve queda. As preferenciais têm variação negativa de 0,06%, cotadas a R$ 15,81, e as ordinárias caem 0,27%, a R$ 18,12.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones cai 0,22% e o S&P 500 está praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,02%. Na Europa, o DAX, de Frankfurt, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, fecharam em alta de, respectivamente, 0,38% e 0,51%. O FTSE 100, de Londres, teve leve queda de 0,13%.
Os principais índices acionários da China subiram nesta quarta-feira, com grandes indústrias prevendo lucros acentuadamente mais altos em 2016O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,39%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,14%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,13%. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,43%.

