SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Comissão Europeia reduziu nesta segunda-feira (17) sua previsão de crescimento econômico para a zona do euro em 2026, a 1,2%, contra 1,4% da estimativa anterior, devido às tensões comerciais internacionais.
Contudo, o Executivo da União Europeia aumentou a previsão de crescimento para 2025, a 1,3%, contra 0,9% da projeção de junho.
Além disso, a Comissão elevou levemente a previsão de inflação para 2026, a 1,9%, contra 1,7% da estimativa anterior. Assim, a inflação permaneceria próxima de 2%, o objetivo do BCE (Banco Central Europeu), após 2,1% previstos para este ano.
O bloco econômico tem buscado firmar acordos, mas enfrentado dificuldades. Em agosto, EUA e UE anunciaram um acordo comercial, mas os europeus tiveram que fazer mais concessões.
Americanos mantiveram tarifa de 15% e europeus concordaram em comprar US$ 790 bi em petróleo e chips. Os EUA também têm pressionado para que os países do continente europeu deixem de lado impostos sobre big techs.
No começo deste mês, a Comissão Europeia afirmou que as autoridades chinesas confirmaram a retomada parcial das exportações de chips da Nexperia, o que alivia um bloqueio que havia preocupado os fabricantes de automóveis.
A disputa começou em setembro, quando o governo holandês assumiu o controle efetivo da Nexperia, uma empresa com sede nos Países Baixos, mas cuja controladora é a chinesa Wingtech.
A China, em resposta, proibiu as reexportações dos produtos da empresa a partir de seu território para a Europa, aumentando as preocupações entre os fabricantes de automóveis.
No entanto, Pequim voltou atrás em medida que poderia impactar fortemente o setor automobilístico. A Volkswagen, o maior fabricante de automóveis da Europa, havia advertido sobre possíveis paralisações na produção caso a crise se prolongasse.
Autoridades da União Europeia também se reuniram com chineses em Bruxelas no final de outubro para tentar amenizar as tensões comerciais, principalmente a expansão dos controles da China sobre as exportações de terras raras, que ameaçam prejudicar importantes setores de produção da UE, como a indústria automotiva.
As 17 terras raras, das quais 12 têm restrições de exportação, são vitais para produtos que variam de veículos elétricos a motores de aeronaves e radares militares. A China produz cerca de 90% das terras raras processadas e dos ímãs de terras raras do mundo.

