A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE divulgada nesta quinta-feira, 21, identificou 18,434 milhões de pessoas não economicamente ativas em outubro. De acordo com o instituto, não houve aumento no desalento. A maioria das pessoas que entraram na inatividade é formada por jovens que não trabalham, não estudam nem procuram emprego.
"Houve aumento no número de pessoas que não gostariam de trabalhar: pessoas que não trabalham, não querem trabalhar, não procuraram trabalho. A população que quer trabalhar e estava disponível caso aparecesse trabalho não aumentou, ao contrário, até diminuiu. Então não é desalento", afirmou Adriana.
Jovens
O IBGE verificou que boa parte da população inativa é composta por jovens na faixa entre 18 e 24 anos. "A população inativa é, sobretudo, composta por jovens e idosos. Não trabalha, não estuda e não procura. Tem boa parte dessa população com idade de 18 a 24 anos, mas não posso atribuir isso (o aumento na inatividade) integralmente a esse contingente de jovens. A gente sabe que a taxa de desemprego é maior entre eles", ressaltou.
Segundo Adriana, o tempo de procura por trabalho nessa faixa etária é maior do que o da população como um todo, porque há muita rotatividade. Os jovens apresentam menos empregabilidade fixa. A técnica do IBGE também faz a ressalva de que a pesquisa computa como inativos os jovens que estudam em cursos pré-vestibulares e alguns cursos de pós-graduação, os MBA. Em outubro, a população desocupada caiu 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a 44 mil pessoas. Ou 44 mil a manos procurando trabalho.


