A TIM ativa nesta segunda-feira, 16, a tecnologia 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz, base científica brasileira na Antártica, com o objetivo de ampliar a capacidade de transmissão de dados e melhorar a comunicação dos pesquisadores no continente.
Segundo a companhia, a rede de quinta geração deve oferecer mais velocidade e estabilidade no envio de informações científicas, com efeitos esperados em estudos sobre as transformações do clima, além de facilitar o contato com equipes no Brasil e a comunicação com familiares e amigos. Em 2025, a estação recebeu mais de 180 pesquisadores envolvidos em projetos de diferentes áreas. A empresa diz que escolheu a data por ser o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas.
A chegada do 5G à base é resultado de um acordo firmado no fim de 2025 entre a TIM, a Marinha do Brasil, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e representa uma evolução da infraestrutura 4G instalada em 2022.
"Levar o 5G da TIM à Estação Comandante Ferraz foi mais do que um marco tecnológico. Foi um aprendizado profundo sobre como adaptar inovação de ponta a um dos ambientes mais extremos do planeta", afirmou o CEO da TIM, Alberto Griselli. "O projeto exigiu planejamento logístico complexo e uma infraestrutura preparada para enfrentar frio intenso, ventos fortes e acesso limitado", acrescentou.
O executivo detalhou que a estação contará com transmissão de dados em tempo real para os pesquisadores, avaliando que a estrutura eleva o padrão da infraestrutura científica brasileira. "A iniciativa posiciona a TIM à frente de um dos projetos de conectividade mais avançados já realizados no continente, elevando o padrão da infraestrutura científica brasileira", completou.
Autoridades destacaram a iniciativa como ferramenta para ciência e soberania. Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, disse que a iniciativa "une as telecomunicações à ciência para fortalecer a soberania e a presença brasileira na Antártica", ao tratar a conectividade como ferramenta de desenvolvimento.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que, na Antártica, comunicação é condição de "segurança, eficiência e sobrevivência", permitindo transmissão de dados em tempo real, coordenação logística e acesso a previsões meteorológicas, e que o 5G deve reforçar o compromisso do ministério com a pesquisa científica.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou que o incremento na conectividade de alta performance com a ativação do 5G "certamente vai dar aos pesquisadores da Estação uma condição de eficiência muito maior na produção científica, o que beneficiará não só os projetos em andamento, mas a entrega de soluções para o enfrentamento do maior desafio da humanidade atualmente, que é a emergência climática".
Já o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, declarou que a conectividade e a chegada do 5G à base brasileira são fundamentais para o avanço das pesquisas e para a segurança e soberania do País, citando uma "solução regulatória" de fomento ao investimento alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, contra-almirante Robledo, afirmou que a tecnologia permitirá que projetos apoiados pela Marinha enviem dados processados "em tempo real" aos centros de pesquisa. Ele também citou ações de divulgação com a realização de "lives" com estudantes: neste verão, segundo ele, foram 10 transmissões, alcançando cerca de 500 alunos, viabilizadas pelo sinal de dados fornecido pela TIM.

