A formação de estoques e o fraco desempenho dos índices de confiança das empresas são alguns fatores que determinaram o resultado da indústria em agosto, apontou Alessandra. Ela esperava uma alta de 0,2%, na margem, e uma queda de 0,7% ante o mesmo mês de 2012, recuo que, segundo o IBGE, foi ainda maior e atingiu 1,2%.
Contudo, Alessandra aponta que os resultados da produção industrial em agosto não foram desastrosos. Em primeiro lugar, o índice de difusão subiu de 44,4% em julho para 55,6% no mês seguinte. Além disso, a fabricação de bens de capital apresentou um resultado razoável, pois aumentou 2,6% na margem, enquanto bens intermediários aumentaram 0,6% e duráveis avançaram 0,2%.
Apesar da desaceleração do PIB industrial e expectativa de leve queda do crescimento do País no terceiro trimestre, Alessandra Ribeiro aguarda uma alta do Produto Interno Bruto do País de 2,4% neste ano. O resultado é melhor do que o incremento do PIB de 0,9% apurado em 2012, mas ainda inferior à elevação de 2,7% em 2011.
Mesmo com um nível de atividade em moderada recuperação, cujo maior ímpeto foi registrado no primeiro semestre, ela aguarda que a inflação deve fechar o ano com um aumento de 6%, pouco acima dos 5,84% registrados em 2012. Neste contexto, ela espera que o Banco Central deverá elevar os juros até 9,75% o encerramento de 2013, pois deve adotar uma elevação da Selic de 0,50 ponto porcentual na próxima semana e um aumento final de 0,25 ponto porcentual no dia 27 de novembro.



