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Temer pede a empresários que façam esforço concentrado por Previdência

BRASÍLIA — Em encontro nesta terça-feira no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer pediu a empresários que façam um "esforço concentrado" para aprovar a reforma da Previdência ainda este ano. De hoje até a próxima terça-feira, quanto está previsto para ir a votação o primeiro turno da proposta na Câmara, o presidente pediu que os executivos conversem com parlamentares e expliquem a relevância da reforma e os efeitos positivos que ela terá na economia.

— O que queremos pedir é que os senhores, nas suas publicações, falas, encontros, contatos com deputados, revelem a importância dessa matéria. Especialmente porque também vamos privilegiar o emprego - disse Temer, afirmando que é possível haver resultados negativos na economia se a Previdência não for reformada.

Apesar de ter admitido a possibilidade de votar a proposta em 2018, o presidente defendeu que é preciso aprovar ainda este ano.

— Temos que fazer um esforço concentrado nessa semana. Não há momento melhor, a hora é agora, por isso temos que aprovar esse ano. E se não aprovar será uma derrota? Não será — afirmou Temer, que completou: — De qualquer maneira, isso vai ficar na pauta o tempo todo.

Numa fala de cerca de 25 minutos, Michel Temer disse que a reforma "não causa prejuízo para ninguém" e pediu, em mais um momento, que os empresários se mobilizem pela reforma.

— Queremos que aconteça agora, porque acontecendo agora você tira isso da frente. Há uma consciência hoje de que é necessário, é possível e não causa prejuízo para ninguém. Façam esse trabalho, é de hoje até terça-feira que vem.

O presidente disse ser "mais do que legítima" a preocupação dos deputados em votar a reforma da Previdência com o temor de que isso não os reeleja em 2018. Segundo o peemedebista, no entanto, isso não tira votos e ajuda o parlamentar a se reeleger. Uma pesquisa usada pelo governo num panfleto entregue a deputados, revelada pelo GLOBO, mostra que mais parlamentares conseguiram se reeleger após votar a reforma em 1998 do que os que votaram contra. O documento não leva em conta, no entanto, os índices de popularidade do então presidente Fernando Henrique Cardoso e o índice de aprovação de Temer.

— O Congresso Nacional tem dado apoio, em sua significante maioria, pela reforma. Mas é uma reforma que demanda 308 votos na Câmara e, convenhamos, estamos próximos a um ano eleitoral, e é mais do que legítimo que o parlamentar se preocupe com efeitos de uma eventual votação. Eu sei o que significa a proximidade do ano eleitoral — disse o presidente.

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