LIMA — Em meio às negociações com o governo norte-americano para que o Brasil seja excluído das sobretaxas de 25% nas importações de aço, o presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira que vai analisar a última proposta dos Estados Unidos — a exclusão do país na taxação se houver acordo de restrição voluntária nas exportações. Isso significa que as vendas para o mercado norte-americano seguiriam uma cota limitada de produtos para fugirem das restrições.
A proposta foi discutida ontem entre o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, e o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, na capital peruana. Temer disse que o foco é resolver o quanto antes essa questão junto ao governo dos EUA.
— Isso está sendo examinado pelo Mdic, vamos examinar. O que queremos é resolver essa questão da tarifa muito acentuada em cima do aço e do alumínio —afirmou o presidente, que chegou em Lima hoje para participar da Cúpula das Américas.
Segundo interlocutores que participaram da conversa de ontem, Ross não foi direto em relação a uma possível redução das exportações brasileiras, mas teria citado a Coreia do Sul. No fim do mês passado, os sul-coreanos conseguiram a isenção permanente da sobretaxa de aço exportado para os EUA, sob a condição de reduzir cerca de 30% dos produtos siderúrgicos enviados ao mercado americano. Primeiro país a ser excluído definitivamente da medida protecionista, a Coreia terá de se submeter a uma cota de 2,68 milhões de toneladas por ano.



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