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Temer defende reforma da Previdência e minimiza protestos em todo o país

SÃO PAULO - Em discurso para uma plateia de empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, na manhã desta sexta-feira, o presidente Michel Temer defendeu a reforma trabalhista e da Previdência e atribuiu as manifestações recentes contra mudanças na seguridade social a “movimentos políticos”. Temer também pregou o diálogo com o Congresso para viabilizar as “adequações” necessárias para a retomada da economia.

Temer deixou o evento sem responder a perguntas da imprensa e não falou sobre a , que pede a abertura de inquérito contra ao menos seis ministros do seu governo. O presidente também não fez comentários sobre a para investigar um esquema de corrupção que envolvia funcionários públicos e gigantes do setor, como JBS e BRF, e que identificou irregularidaeds, como reembalagem de produtos vencidos e venda de carne imprópria.

A imprensa acompanhou o discurso de Temer por meio de uma TV colocada em uma sala separada. Sem citar os escândalos de corrupção, o presidente dedicou sua fala às reformas da Previdência e trabalhista:

— Se me mostrarem que não há deficit não precisamos fazer nada. Mas o deficit é de R$ 149 bilhões. Não podemos quebrar a espinha dorsal da Previdência — disse Temer. — O futuro do Brasil depende de reformas, de inovação e da retomada do otimismo.

O presidente demonstrou preocupação com o rombo da Previdência nos estados, especialmente no Rio. Ele afirmou que será preciso reformular a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para poder ajudar na recuperação da economia fluminense.

— Temos estados que estão quebrando por causa da Previdência. Hoje, não podemos ajudar o Rio para não contrariar a LRF. Se piscar numa matéria como essa vem logo um pedido de impeachment do presidente.

O presidente disse ainda que a reforma trabalhista será a segunda a ser realizada — a primeira foi a aprovação do teto de gastos. O texto da reforma foi enviado ao congresso no final de dezembro.

— Será a segunda reforma que seguramente vamos realizar — disse o presidente, reiterando que o importante é a “prevalência do acordado sobre o legislado”.

Temer adotou um tom otimista ao falar da situação da economia. Ele reiterou que a taxa Selic vem caindo e citou projeções do mercado que apontam a inflação abaixo de 4% até o final do ano.

O presidente também citou medidas do governo de estímulo a economia e ao consumo. Ele afirmou que R$ 5 bilhões a mais passaram a circular no país com a liberação do saque das contas inativas do FGTS.

— Ao final de julho serão R$ 41 bilhões circulando na economia. Tudo isso está restaurando a confiança no país e abandonando o pessimismo.

Acompanharam Temer a presidente do BNDES, Bastos Marques, e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

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