BRASÍLIA - O presidente Michel Temer repudiou o “vandalismo, destruição e violência” de protesto nesta terça-feira contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos — que deverá ser votada em primeiro turno no plenário do Senado ainda nesta terça-feira.
“A intolerância não é forma de expressão democrática e não pode ser instrumento para pressionar o Congresso” declarou Temer por meio do porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, e completou: “O país não pode ser palco de atos que só disseminam o medo e a intimidação para as famílias e os cidadãos brasileiros”.
Michel Temer ressaltou que o governo “sempre esteve aberto ao diálogo”, mas defendeu que patrimônios públicos e privados não podem ser destruídos por conta de reivindicações sociais. No começo do mês, em crítica a ocupações em escolas e universidades, Temer havia declarado que “a pior coisa” seria “dar muita importância” para esses protestos.
“A pior coisa é quando acontece isso (ocupações) e você dá muita importância”, declarou o presidente à rádio Itatiaia. E acrescentou: “Se você for perguntar lá exatamente o que estão combatendo, quais são os dispositivos do texto legal, não sei se todo mundo conhece”.
O presidente também criticou os ataques à imprensa no protesto nesta terça-feira. Um carro de uma emissora foi virado:
“A mesma Constituição que garante a liberdade de manifestação protege também a imprensa livre”.

