Ainda de acordo com o texto, a análise gráfica aponta exportações com taxas de crescimento elevadas entre 2003 e 2008, quando a expansão média das receitas em dólares ficou acima de 20% ao ano. "Essa expansão, note-se, ocorreu em período de valorização gradual da taxa de câmbio efetiva real", pondera o BC.
"De modo geral, as evidências indicam exportações responsivas às condições de demanda global (incluindo o efeito dessa sobre o preço internacional de commodities)." Na margem, entretanto, há sinais de sensibilidade das exportações à taxa de câmbio, especialmente as receitas de exportações para o grupo de manufaturados.
Com relação às importações, continua o BC, a análise econométrica aponta existência de relação de longo prazo. "As elasticidades sugerem importações significativamente dependentes tanto do nível da demanda doméstica, quanto da taxa de câmbio real."
Como lembra o BC, a cotação da moeda brasileira passou por ajustes recentes em relação às moedas dos principais parceiros comerciais. O realinhamento, natural em um regime de câmbio flutuante, diz o texto, na medida em que reflete condições subjacentes da economia, implicou em depreciação efetiva do real de aproximadamente 30% em relação aos picos atingidos em meados de 2011. ( -



