SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Associações do setor de varejo se movimentaram para garantir os estoques de medicamentos e alimentos em todo o país e não deixar a população desabastecida de suprimentos básicos por causa dos atos antidemocráticos nas estradas.
O setor de medicamentos tem feito um acompanhamento constante das rotas de entrega dos caminhões para garantir que os remédios cheguem antes que os estoques atuais em farmácias e hospitais sejam afetados.
No setor de restaurantes, a situação mais preocupante é no estado de Santa Catarina, onde o movimento antidemocrático concentra mais bloqueios. No Paraná, há falta de carne e pescados. No Tocantins e em alguns estados do Nordeste, faltam insumos, diz a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
A associação diz que, em outras localidades, há alerta sobre para possíveis atrasos e cancelamentos de entregas. A orientação aos associados é, em caso de falta de itens, fazer uma substituição pontual, sem prejuízo ao cliente.
Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, acredita que a situação não foi pior porque muitos bares e restaurantes já tinham abastecido significativamente os estoques por causa do feriado. O que pode faltar nos próximos dias é bebida, já que empresas da área anunciaram que podem atrasar entregas.

