SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Kia Motors do Brasil planeja recuperar o volume de vendas perdido nos últimos 14 anos. A marca, que foi a que mais sofreu com a sobretaxa imposta aos importados na década passada, vai apresentar novos carros no mercado nacional. O primeiro será o SUV médio Sportage modelo 2026.
O utilitário esportivo estreia ainda neste ano com mudanças de estilo e mais recursos de segurança. Por dentro, há novos revestimentos e uma central multimídia com tela maior e contígua ao quadro de instrumentos. O motor 1.6 turbo, que hoje oferece 180 cv, deve ganhar mais potência e manter o sistema híbrido leve, que ajuda a poupar gasolina no uso urbano.
Outras novidades estrearão em 2026 e serão exibidas no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. A picape Tasman estará entre as atrações do estande da marca sul-coreana. Apesar da caçamba, seu interior é tão luxuoso quanto o de SUVs grandes, mas a carroceria parruda remete a veículos projetados para as Forças Armadas.
A versão comercializada no Brasil deverá trazer motor 2.2 turbodiesel com aproximadamente 200 cv de potência. A lista de concorrentes será extensa e incluirá Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger, GWM Poer e Mitsubishi Triton.
Mas a Kia também vai apostar em um segmento com poucas opções. Um dos lançamentos previstos para o próximo ano é o hatch médio K4, que chegará junto com a opção sedã. Ambos se destacam pelo estilo e por oferecerem muito espaço na cabine.
Outro modelo que estará no Salão do Automóvel de São Paulo será a van elétrica PV5, que concorre com a Volkswagen ID.Buzz, a Kombi a bateria. A opção sul-coreana tem versões voltadas para o transporte de carga ou de passageiros e alcance de até 400 km com uma carga completa, segundo a montadora.
Outro Kia elétrico aguardado para 2026 é o SUV compacto EV3, que pode rodar mais de 500 km em sua versão com bateria de 81,4 kWh. Caso chegue ao Brasil, o modelo irá concorrer com Zeekr X, BYD Yuan Pro e Volvo EX40, entre outros.
A onda de lançamentos é explicada pela mudança nas regras de emissões. O grupo Gandini, que é o importador oficial da marca no Brasil, optou por esperar pela oitava fase do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) para homologar novos produtos, o que gerou um período sem novidades no país.



