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Sob comando de Alckmin, PSDB tentará novamente decidir se fecha questão sobre Previdência

BRASÍLIA — Na próxima quarta-feira, o novo presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, irá comandar pela primeira vez a reunião da Executiva do partido, que se reunirá para decidir se os tucanos fecharão ou não questão em torno da reforma da Previdência. O tema está longe de ser consenso dentro da bancada da Câmara. E, para valer como decisão partidária, tem que contar com maioria absoluta dos votos. Esta será a segunda vez, em uma semana, que o PSDB tentará chegar a uma conclusão sobre o tema. Na quarta passada, a Executiva se reuniu, mas resolveu adiar a decisão para esta semana. A ala dos chamados “cabeças pretas” resistem ao fechamento de questão.

— Não acredito que o Alckmin proponha o fechamento de questão. Acho que ele vai tentar convencer os deputados que querem votar contra a reforma a votarem a favor, mas não deve ir além. Até porque se ele propor o fechamento corre o risco de perder, e um presidente propor e perder é péssimo. Por outro lado, se propor e ganhar, vai ter que decidir como punir os que desobedecerem essa orientação. Ele será cobrado por isso — disse Daniel Coelho (PSDB-PE), um dos que já se manifestaram contra a reforma.

Na avaliação dele, grande parte dos deputados tucanos acreditam que, embora o governo tenha pautado a matéria para começar esta semana, ela não será votada. De qualquer forma, pegou mal entre os parlamentares da bancada as declarações do vice-presidente do PSDB, o governador Marconi Perillo, de que o governo tem que liberar emendas, caso queira ver a reforma aprovada.

— Não sei de onde ele tirou isso. Eu nunca toquei nesse assunto de emenda. Nós estamos é tirando ministro. A gente deve apoiar as pautas que entendemos serem boas para o Brasil sem contrapartidas — disse o líder do partido na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP).

A posição foi reforçada por Coelho:

— Não é o ambiente que existe na bancada, de vincular emenda a voto. Ninguém vai trocar voto por emenda, até porque as emendas são impositivas

Na reunião de quarta-feira, sob o comando e Alckmin, além da questão da Previdência também serão discutidas as regras para a realização de prévias e a eleição do conselho do Instituto Teotônio Vilela _ braço teórico do partido _ que será presidido pelo senador Tasso Jereissatti (CE).

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