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Sétima geração da moto esportiva Ducati Panigale estreia no mercado brasileiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Borgo Panigale, bairro da cidade italiana de Bolonha, abriga a fábrica de motos Ducati desde sua fundação, em 1926. O local inspirou o nome dado à esportiva 1199 Panigale, lançada na Europa em 2011.

Em sua sétima geração, a motocicleta está mais próxima da Desmosedici GP campeã mundial de Superbike. Segundo a fabricante, a nova Panigale é um segundo mais rápida que a versão anterior, de 2023.

O lançamento chega ao Brasil em duas opções e preços públicos sugeridos de R$ 169.990 (V4) e de R$ 209.990 (V4 S).

Ambas utilizam o motor Desmosedici Stradale de 1.103 cm³, derivado da versão de pista da MotoGP. São 216 cv de potência, que pode aumentar para 228 cv se equipada com o escapamento de competição da marca Akrapovič.

A nova Panigale tem como inspiração a Ducati 916, lançada em 1994. O design traz um conjunto de LEDs dianteiros integrados ao farol. Os apoios para os pés foram deslocados 10 mm para dentro, diminuindo o arrasto.

O tanque de combustível redesenhado traz um recuo para o encaixe do queixo do piloto, contribuindo para que ele se integre melhor à motocicleta, com ganho na aerodinâmica. A marca diz que a mudança diminui a resistência ao vento em 4%.

Os novos apoios dos pés têm as alavancas de câmbio e freio montadas em rolamentos, em vez de buchas deslizantes, o que diminui as folgas. O sistema de refrigeração também foi aprimorado.

Já no assento, pequenos ajustes facilitam ao piloto inclinar o corpo para fora da moto durante as curvas.

O sistema Race eCBS (frenagem combinada) desenvolvido pela Bosch ativa o freio traseiro quando o motociclista aciona o controle dianteiro. É calibrado para a segurança dos pilotos menos experientes.

A nova Panigale é a primeira motocicleta da Ducati a usar as pinças de freio Brembo Hypure, 30 gramas mais leves que antes. Na traseira, a suspensão ativa corrige eletronicamente a trajetória para manter a estabilidade.

O icônico monobraço da versão anterior foi substituído por um duplo braço oscilante, mais leve, o que corrige um problema apontado por donos da versão antiga: era difícil fazer a manutenção e a desmontagem da roda.

Para o motociclista com pouca experiência nesta categoria, a Panigale traz o Ducati Vehicle Observer, que busca ir além do controle de tração. O sistema faz um cruzamento de dados em tempo real, permitindo que os controles intervenham de maneira quase preditiva para evitar que a moto empine na saída ou perca a traseira nas curvas, por exemplo.

O painel é completamente novo, maior e mais retangular. Com 6,9 polegadas e conectividade com smartphones, oferece boa legibilidade em um fundo preto, mesmo durante o dia.

Os cinco modos de condução (Race A, Race B, Sport, Road, Wet) podem ser selecionados e personalizados pelo motociclista durante a pilotagem, usando os botões instalados no bloco esquerdo.

O velocímetro mostra velocidade superior a 299 km/h e o lado direito do painel é reservado para uma área personalizável, podendo incluir dados em tempo real, como potência, torque, ângulo de inclinação, nível de abertura do acelerador ou o tempo parcial de cada volta, separados por até três setores da pista. Neste último, o painel usa dados de GPS (se instalado) com a possibilidade de ter as informações baixadas por um software via Wi-fi.

Acessórios como protetores de carenagem, pinças com três opções de cores, suporte de placa, escapamentos esportivos e macacões masculinos e femininos também estão disponíveis.

A nova Panigale está disponível apenas na cor vermelha, sendo que a versão S traz para-lamas pintados de preto fosco e na versão convencional em vermelho. A garantia é de 48 meses de quilometragem ilimitada.

Segundo a montadora, caso a moto feita para as ruas fizesse uma volta rápida em um autódromo junto com a versão de pista, levaria quatro segundos a mais para cumprir o percurso. Entretanto, a motocicleta de competição custa cerca de R$ 18 milhões.

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