SÃO PAULO — O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, engrossa o coro pela aprovação da reforma da Previdência este ano. Segundo o dirigente, a medida é fundamental para garantir a sustentabilidade fiscal do país e, consequentemente, dos negócios da indústria automotiva no Brasil.
— É importante que a reforma da Previdência seja aprovada ainda este ano, mesmo que não seja a proposta original, mas uma parcial. 2018 é ano eleitoral e sabemos que será difícil que a medida seja colocada em pauta — disse Megale durante a divulgação dos dados da indústria automotiva em outubro.
Na visão de Megale, a aprovação do texto passa aos investidores estrangeiros a imagem de que o país está caminhando para melhorar a questão fiscal e com isso, novos recursos das podem ser programados para a operação das empresas no Brasil.
— Passa credibilidade. Se por um acaso não for aprovada, fica comprometido novos investimentos no país. É importante que o Congresso e a sociedade tenham consciência disso. A reforma da Previdência irá dar resultados no longo prazo, pois, dará condições das pessoas que entrarem no mercado de trabalho agora se aposentarem no futuro. A confiança dos investidores estava melhorando com a aprovação do teto dos gastos públicos e da reforma Trabalhista e tem que ser mantido.
Quanto à reforma trabalhista, que entra em vigor no próximo dia 11, Megale disse que foi uma “grande medida” para dar mais segurança jurídica para as montadoras instaladas no Brasil. Segundo ele, o artigo que prevê os acordos coletivos passam a valer mais do que a legislação, era uma reivindicação antiga do setor.
— A indústria automotiva tem longa tradição de conversas com os sindicatos e, essa questão do acordado sobre o legislado, nos dará mais segurança jurídica. A quantidade de ações é enorme e tem um esforço grande dentro das empresas. Isso diminui a competitividade — ressaltou Megale.


