BRASÍLIA - A secretária do Nacional, Ana , disse, nesta terça-feira, que o governo terá que fazer cortes adicionais no caso o Congresso não aprove o pacote de apresentadas para equilibrar as . Entre essas ações está o adiamento do reajuste do funcionalismo, que dará uma economia adicional de R$ 4,4 bilhões no ano que vem.
Ana Paula alertou, no entanto, que fazer esses cortes não será tarefa fácil, uma vez que as despesas discricionárias já foram muito reduzidas. Ela lembrou que, em 2017, os gastos obrigatórios chegarão a R$ 1,163 trilhão, enquanto os discricionários (sujeitos ao teto de gastos) ficarão em R$ 122 bilhões.
O problema é que, em 2018, os desembolsos obrigatórios subirão para R$ 1,247 trilhões, obrigando as despesas discricionárias a cair para R$ 108 bilhões. Esse número leva em consideração a aprovação do pacote de medidas fiscais no Legislativo. Mas caso elas não saiam do papel, o montante terá que ser reduzido para R$ 101 bilhões.
“Na ausência de medidas para reduzir os gastos obrigatórios, as despesas discricionárias teriam que decrescer R$ 21 bilhões (em relação a 2017) em termos nominais”, alerta relatório do Tesouro divulgado hoje.

