"Se houver impacto da guerra, podemos mudar. Mas entendemos que 12,75% seria taxa capaz de levar a inflação à meta no horizonte relevante (da política monetária)", sustentou Campos Neto.
Ao comentar as previsões de mercado que apontam inflação acima da meta central no ano que vem, o presidente do BC considerou que os prognósticos dos economistas mudam o tempo todo. Ele reafirmou a expectativa de que o pico da inflação será abril - 11% em 12 meses -, e depois começaria a ceder. "Mas obviamente estamos em ambiente de alta incerteza", ponderou Campos Neto, sem descartar possíveis choques, em especial decorrentes da crise no Leste Europeu.
Segundo Campos Neto, o salto do preço das commodities de energia, como o petróleo, produzirá em algum momento um choque reverso, de desaceleração econômica, com consequente reequilíbrio da inflação global. "O reequilíbrio pode vir com menos consumo de energia e menos crescimento", afirmou.
