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Secretário do Tesouro dos EUA minimiza "histeria" sobre Groenlândia

Secretário do Tesouro dos EUA minimiza "histeria" sobre Groenlândia
Secretário do Tesouro dos EUA minimiza "histeria" sobre Groenlândia

DAVOS, SUÍÇA, 20 Jan (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, expressou confiança nesta terça-feira de que os Estados Unidos e os países europeus encontrarão uma solução para o objetivo do governo norte-americano de assumir o controle da Groenlândia, minimizando a "histeria" sobre uma possível guerra comercial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado tarifas sobre as importações de aliados europeus que se opõem à tomada da Groenlândia pelos Estados Unidos, uma parte autônoma do Reino da Dinamarca.

Os países europeus dizem que isso violaria um acordo comercial firmado com Trump no ano passado, e os líderes da UE devem discutir uma possível retaliação em uma cúpula de emergência em Bruxelas na quinta-feira.

Uma opção é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros de importações dos EUA que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses.

Bessent disse que a questão só surgiu recentemente e que será encontrada uma solução que garanta a segurança nacional dos Estados Unidos e da Europa.

"Já se passaram 48 horas. Como eu disse, sentem-se e relaxem", disse Bessent a repórteres às margens da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. "Estou confiante de que os líderes não vão aumentar a tensão e que isso vai se resolver de uma maneira que termine em um lugar muito bom para todos."

Questionado sobre a perspectiva de uma guerra comercial prolongada entre os Estados Unidos e a Europa, Bessent respondeu: "Por que estamos saltando para isso? Por que você está considerando o pior caso?... Acalmem a histeria. Respirem fundo".

Trump tem insistido repetidamente que não se contentará com nada menos do que a posse da Groenlândia. Os líderes da Dinamarca e da Groenlândia disseram que a ilha não está à venda e não quer fazer parte dos Estados Unidos.

(Reportagem de Francesco Canepa em Frankfurt)

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