RIO - Para além da perda humana, os desastres no asfalto que resultam em morte ou invalidez permanente representam um prejuízo para a economia nacional, já que essas pessoas deixam o mercado formal. No ano passado, São Paulo foi o estado que registrou a maior perda por violência de trânsito: R$ 24,7 bilhões, ou 1,23% do PIB estadual, segundo dados de estudo inédito do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (Cpes), da Escola Nacional de Seguros.
O Estado do Rio ficou em quarto na lista, com uma perda de R$ 10,22 bilhões (1,53% do PIB). Minas Gerais e Paraná estão em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Com três dos estados de maior incidência, o sudeste é a região que mais perde com os acidentes: R$ 59,32 bilhões por ano, comprometendo assim 1,74% do seu PIB, com 11,862 mortes e mais de 7 mil casos de invalidez.
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Além do Paraná, os decréscimos de R$ 7,9 bilhões de Santa Catarina e de R$ 8,31 bilhões do Rio Grande do Sul conferem ao Sul o segundo lugar no ranking das regiões que mais perde com os acidentes: R$ 27,29 bilhões.
Em termos percentuais, contudo, o Sudeste cai da primeira para a última posição. Quem lidera a contagem é o centro-oeste, que compromete 3,57% do seu PIB por ano. Abrigando o Ceará e o Piauí — que ocupam, respectivamente, segundo e terceiro lugar no ranking de estados que tiveram uma redução maior de seu PIB (4,86% e 4,25%) —, o Nordeste fica em segundo na lista. Ao todo, a região teve um prejuízo de 2,77% de seu PIB no ano passado.
Os estados que menos perderam com acidentes ficam no Norte: em 2016, o Amapá teve um redução de apenas R$ 220 milhões do PIB, e o Acre, de R$ 230 milhões. Já em porcentagem, o Distrito Federal foi que teve o menor prejuízo: apenas 1,09% de seu PIB.




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