"A saída voltou a acontecer e o ingresso de investidores (na renda fixa emergente) influenciado pela decisão do Fed mostrou ter vida curta", dizem os analistas Abbas Ameli-Renani e Mohammed Kazmi, responsáveis pelo levantamento. "A saída é pequena, quase no mesmo montante visto na primeira saída de recursos no fim de maio e sinaliza uma transição após o rali gerado pela reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês)", completam os analistas do RBS.
Feito com dados da consultoria EPFR Global, o levantamento divulgado nesta manhã mostra que, na semana, saíram aproximadamente US$ 155 milhões de fundos de renda fixa emergente com títulos em moeda forte (como o dólar norte-americano ou euro) e também houve fluxo negativo de US$ 292 milhões nas carteiras com papéis em moedas emergentes (como o rublo russo ou real brasileiro). Houve, porém, ingresso de recursos de cerca de US$ 150 milhões em fundos que usam cesta de moedas.
Essa saída de estrangeiros volta a prevalecer após o ingresso de US$ 570 milhões observado na semana encerrada em 25 de setembro. Esse ingresso ocorreu logo após a reunião do Fed e interrompeu uma sequência de 17 semanas em que o fluxo para a renda fixa emergente permaneceu negativo - tendência que volta a acontecer no período até 2 de outubro.
Na renda variável, fundos emergentes registraram a terceira semana de ingresso de investimentos. Na semana, o fluxo para essas carteiras foi positivo em US$ 2,2 bilhões. Para o RBS, a entrada de investidores em ações deve continuar diante de sinais positivos nas economias emergentes.



