BRASÍLIA - O relator da reforma trabalhista, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), estimou que o projeto tem condições de ser aprovado no plenário do Senado antes do recesso de julho. Para ele, a proposta estará pronta para votação em cerca de três semanas, após passar pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ).
A CAE encerrou na tarde desta terça-feira, após quase cinco horas de sessão, a discussão do relatório da reforma trabalhista. A ideia inicial era votar o projeto hoje na comissão, mas um acordo costurado entre governo e oposição jogou a votação para a próxima terça-feira.
Com o acordo, o governo acalma a oposição, que estava irritada com o fato de, na última sessão, o presidente da CAE, Tasso Jereissati (PSDB/CE), ter reaberto a reunião às pressas, após um tumulto, e dado o relatório como lido, mesmo sem ter havido a leitura de fato. Além disso, a base tem mais tempo para se organizar para que o projeto seja aprovado na comissão sem sustos. Também na última sessão, o governo passou aperto e ganhou por apenas dois votos um requerimento da oposição para adiar a leitura do relatório.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que o acordo não pode ser considerada como uma derrota do governo. Ele garantiu que há todos os votos necessários para aprovar a reforma na CAE.
— Não é medo de perder. Nós entramos na sessão com a oposição dizendo que não tinha sido lido e não tinha sido dado vistas, nós provamos que tinha sido lido e que tinha se dado vistas, nós discutimos o projeto e saímos da sessão hoje encerrada a discussão e prontos para votação na terça-feira sem nenhum questionamento. Isso é uma vitória da base do governo.
Uma vez aprovada na CAE, a matéria tem que ser apresentada na CAS, onde deve haver um pedido de vistas, o que só permite que a votação ocorra uma semana depois. Após isso, vai para a CCJ e para o plenário.




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