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Relator da reforma da Previdência admite novas mudanças no texto

BRASÍLIA — Relator da proposta de reforma da Previdência, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) afirmou, nesta quarta-feira, que o governo tem hoje 275 votos favoráveis à matéria, e trabalha para conseguir apoios de 50 a 60 parlamentares que estão indecisos. Segundo o deputado, o número foi apresentado a ele pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, numa reunião da qual também participou o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A ideia do relator é que a proposta seja votada na Câmara com a expectativa de se conseguir entre 320 e 330 votos.

— O trabalho que o ministro Marun nos apresentou depois de conversar com partidos e deputados é que ele tem número de aproximadamente 275 votos certos, que votarão o texto da forma que está, sem nenhum tipo de mudança, e aproximadamente 50, 60 parlamentares indecisos. Essa contagem me parece bastante positiva e nos deixa bastante animados para aprovar a reforma. Mas obviamente temos que confirmar essa condição dos indecisos, para trazê-los para uma postura de apoiamento explícito da reforma, porque seria temerário levar para votação sem ter a expectativa de atingirmos algo em torno de 320, 330 votos — disse Maia.

O deputado afirmou ainda que, contanto que não se mexa na espinha dorsal do projeto, todo tipo de reivindicação dos indecisos ainda pode ser atendida. Arthur Maia citou pedidos da chamada “bancada da bala”, como uma regra de transição diferenciada para policiais, e também que policiais mortos em serviço tenham direito a aposentadoria integral. Outro ponto que o relator admitiu que pode ser acatado, se trouxer votos para aprovar a proposta, é a regra de transição mais branda para servidores públicos que ingressaram na carreira até 2003. Ambos os pontos, no entanto, manteriam privilégios que governistas falam tanto em combater com a reforma.

— Isso é discutível (pleitos da Bancada da Bala)? Depende da quantidade de votos que forem apresentados pelos deputados que reivindicam isso. Não adianta é atender solicitação desse grupo e, ainda que atenda, esses parlamentares continuem contra o projeto. Temos que fazer uma avaliação agora muito objetiva do que é que traz voto. O que trouxer voto, e que não traga alterações nos pontos essenciais, fim dos privilégios e idade mínima, podemos sim absorver essas mudanças.

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