BRASÍLIA — O relator da , deputado Arthur Maia (PPS-BA), admtiu deixar a votação da proposta para fevereiro de 2018. Ao comentar, nesta quinta-feira a leitura do relatório, que ocorrerá nesta tarde na , ele afirmou que é preciso convencer os deputados sobre a importância da proposta durante o mês de janeiro e que não adianta “atropelar” as coisas.
— Teremos que fazer em janeiro um trabalho político de conscientização entre os parlamentares, mesmo no recesso. Vamos voltar para em fevereiro votar este tema que é fundamental para o Brasil. A reforma será aprovada — disse Maia.
Perguntado por jornalistas se ficou confirmada a votação da proposta para o próximo ano, o relator respondeu:
— Se não for neste ano, que seja em fevereiro. Não adianta atropelar as coisas. Tem que ser votada com segurança.
As chances de votar o texto no plenário na Câmara ainda em 2017 já se tornaram praticamente nulas. Na quarta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou que, diante da falta de votos, a reforma seria deixada para fevereiro de 2018. Imediatamente interlocutores do Planalto e integrantes da equipe econômica reagiram e disseram que a decisão sobre adiar a votação da proposta só será tomada depois do início dos debates. Mesmo assim, o estrago já estava feito.
Após a fala de Jucá ontem, o Palácio do Planalto na qual afirma que a data da votação da reforma seria discutida nesta quinta pelo presidente Michel Temer com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
O presidente, no entanto, permanecerá internado em São Paulo e não terá alta nesta quinta. Temer passou por um procedimento de desobstrução da uretra, no Hospital Sírio-Libanês. A posse do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como ministro da Secretaria de Governo também foi adiada.
O ministro da Secretaria-Gera da Presidência, Moreira Franco, confirmou que a decisão oficial sobre a data da votação será anunciada manã, quando Temer voltar a Brasília.
Por promover uma mudança na Constituição, a reforma da Previdência só entra em vigor se for aprovada por pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação na Câmara e mais em dois turnos no Senado.

